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Harmonização de queijos com cervejas artesanais

20 de abril de 2017
Harmonização de queijos e cervejas artesanais

Harmonização de queijos com cervejas é um assunto que tem ganhado espaço nas discussões a respeito de cervejas artesanais. O assunto fica ainda mais pertinente quando é associado à questão do consumo de produtos locais, já que o Brasil vem se destacando na produção de queijos artesanais e conquistando prêmios importantes em concursos internacionais.

Muitos ainda pensam que harmonização de queijos é algo apenas para vinhos, no entanto, há um número crescente de pessoas que estão buscando cervejas especiais para essas harmonizações. E não é por menos, já que o consumo da bebida também está crescendo, junto com a quantidade de informações disponibilizadas em cursos, sites e blogs especializados.

Como a cerveja é uma bebida extremamente complexa em termos de aromas e sabores, é de se esperar que a harmonização dessa bebida com queijos seja um universo muito vasto para ser explorado, com infinitas possibilidades de combinações.

Tipos de queijos

Tipos de queijos

Não é nenhuma novidade que existem diversos tipos de queijos e que estes possuem as mais variadas características entre si. Só no Brasil, temos variedades que vão desde queijos cremosos como o requeijão, ao queijo coalho, que não derrete fácil e é amplamente consumido em churrascos.

Segundo o jornalista gastronômico Eduardo Girão, que é uma das grandes referências nacionais em avaliação e degustação de queijos artesanais, sobretudo os mineiros, a separação de queijos em diferentes tipos depende de inúmeras características que vão além da técnica de produção.  “Podemos separá-los de diferentes maneiras. Alguns critérios são: região produtora, origem do leite, receita (massa crua, massa cozida, massa filada), técnicas de cura (com ou sem mofo, com ou sem controle de umidade e temperatura, com ou sem casca lavada, etc) e consistência da massa (mole, macia, semi curado, curado, extra curado), por exemplo. Há também outros critérios possíveis e que ajudam bastante a orientar a escolha do queijo em função do contexto em que será servido”, nos conta Girão.

Eduardo Girão num curso de Harmonização de queijos e cervejas artesanais

Eduardo Girão ministrando um curso sobre harmonização de queijos e cervejas artesanais.

Estilos de cervejas

Como estamos falando também de cervejas, é válido lembrar que as mesmas são separadas em centenas de estilos, sendo que cada estilo específico vai sofrer grandes variações conforme o resultado pretendido por cada cervejeiro responsável pela produção de um determinado rótulo.

Por existirem estilos que variam em cor, aromas, graduação alcoólica e sabores que vão do doce ao salgado, passando pelo azedo e amargo, tais características serão cruciais na escolha de um estilo certo para um determinado tipo de queijo.

Produção de Queijos artesanais no Brasil

O crescimento da produção de queijos artesanais no Brasil, tanto em relação ao volume, quanto à qualidade, é algo cíclico, onde a evolução da técnica gera uma melhoria nos processos de produção, propiciando uma melhoria nos produtos finais. Com o aumento da qualidade, o consumidor passa a dar mais valor à produção nacional, a qual ganha destaque na mídia, atraindo mais consumidores e gerando incentivos na melhoria de toda a cadeia produtiva.

Atualmente, alguns estados brasileiros tem se destacado na produção de queijos artesanais e isso se deve a vários fatores como a tradição queijeira de cada um desses estados e a disponibilidade e qualidade da produção local de leite.

Esse crescimento é tão evidente, que o trabalho do afinador de queijos tem ganhado cada vez mais destaque no Brasil. Sua função é crucial para a qualidade do produto final, já que é ele que trabalha o processo natural de maturação do queijo para que este atinja plenamente uma boa forma e desenvolva as mais variadas texturas, aromas e sabores, dando a cada produto um toque clássico e único.

Queijos mineiros

Ao falar da produção de queijos no Brasil, o estado de Minas Gerais vai acabar, cedo ou tarde, sendo um dos assuntos da conversa. Minas Gerais tem uma forte tradição na produção de queijo, tanto que é conhecida como a terra do pão de queijo, onde o Queijo Minas ganha um destaque que ultrapassa as fronteiras mineiras.

“Temos história, temos cultura de consumo, temos diversidade de terroir, temos regiões bem definidas e temos queijos de altíssimo nível. Queijo é assunto em Minas, faz parte da nossa cultura há muito tempo. Inegavelmente, a conjunção desses fatores nos coloca em posição de destaque, mas é preciso lembrar que temos produção de queijos com boa qualidade e/ou tipicidade em outros estados, como Rio Grande do Sul, Paraíba, Pará e São Paulo. Me agrada mais a ideia de um movimento nacional com alguns focos em vez de um ranking de locais mais expressivos, pois tudo isso faz parte de uma mesma revolução”, enfatiza Girão.

A atuação do Sebrae tem sido decisiva na Canastra, região de Minas onde se dá a produção do famoso queijo de mesmo nome. Os produtores locais estão sendo capacitados e promovidos por meio do projeto Origem Minas, o qual está inclusive criando uma marca para a região e mostrando formas de valorizar mais os queijos.

Sommelier de cervejas x queijos

Como um dos papeis do Sommelier de cervejas é a indicação das melhores harmonizações entre comida e cervejas, esse é o momento para tais profissionais se atentarem aos queijos artesanais nacionais, já que a procura por cursos e aprendizado nessa área está em evidência.

Vários estabelecimentos estão se especializando na oferta de queijos variados e devido à qualidade mais apurada desses produtos, o consumidor está se preocupando mais em descobrir quais a melhores bebidas para serem servidas com os queijos que eles estão comprando.

Um ponto positivo é que já existe um trabalho sendo feito nesse sentido pelos Sommeliers de vinhos, o que contribui na abertura das portas do mercado para que os especialistas em cervejas consigam fazer melhor o seu trabalho junto aos consumidores, ajudando a trazer mais notoriedade aos queijos brasileiros.

Sugestões de harmonização de queijos e cerveja

foto: Chimay, Divulgação.

foto: Chimay, Divulgação.

Falando nas harmonizações em si, é sempre bom se atentar para as características das cervejas e dos queijos, para que o equilíbrio aconteça e a experiência da degustação seja inesquecível.

Queijos mais picantes não são indicados para harmonizações com cervejas mais alcoólicas, já que a forte presença do álcool pode exaltar a picância do queijo, trazendo pouco equilíbrio no resultado final. Prefira cervejas mais carbonatadas ou amargas como as Pilsen, IPA e American Pale Ale, já que a carbonatação e o amargor ajudam a cortar as notas picantes, revelando outras características marcantes do queijo e preparando o paladar para o próximo pedaço.

Queijos gordurosos podem harmonizar bem com cervejas mais maltadas, adocicadas e alcoólicas, como as Belgian Blonde, Quadrupel, Bock, Doppelbock e Eisbock. Cervejas pouco carbonatadas, secas ou com baixa graduação alcoólica não são recomendadas.

Queijos defumados são indicados para cervejas mais escuras, com amargor moderado a alto, como as Schwartzbier, Porter, Stout e Black IPA.

Já os queijos mais adocicados e menos gordurosos se dão bem com cervejas ácidas e adocicadas como as Fruit Beer, Fruit Lambic e Berliner Weisse.

Confira algumas sugestões de harmonização de queijos e cervejas do Eduardo Girão para o Price Beer:

  • Catauá 100 dias com Barley Wine;
  • Cabacinha de Joaima com Berliner Weisse;
  • Alagoa com Tripel;
  • Parmesão de leite de cabra com Fruit Beer;
  • e Canastra curado com Pale Ale.

Workshop de harmonização de queijos e cervejas

Workshop de harmonização de queijos e cervejas artesanais

Se você se interessou pelo assunto, a Escola Experimente estará oferecendo no dia 27/04, em Belo Horizonte (MG), um workshop de degustação especial de queijos artesanais mineiros e cervejas especiais, ministrado pelo Eduardo Girão.

O valor do investimento é de R$150,00, mas para quem é Price Beer, o investimento será de apenas R$125,00 com pagamento feito via depósito bancário ou diretamente no escritório da Escola Experimente. A validação da promoção acontecerá presencialmente no dia curso. (baixe o app aqui)

Para inscrições realizadas via Sympla, o desconto do Price Beer não será aplicado.

Local: Escola Experimente. Rua Marquês de Maricá, 616, Santo Antônio Belo Horizonte, MG.

Data: 27/04

Horários: 19h às 22h

Fone: 31 2516-9331

E-mail: escola@projetoexperimente.com

Inscrições: https://www.sympla.com.br/workshop-degustacao-especial-de-queijos-artesanais-mineiros-e-cervejas-especiais__135257

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Harmonizando a Pascoa com cerveja

6 de abril de 2017
Harmonização de cervejas e chocolate na páscoa

Estamos aproximando da data mais aguardada pelos “chocólatras” e pelos apaixonados por um bom bacalhau. Uma época que muitos procuram por vinhos que harmonizem com os pratos típicos da data. Porém, com o maior acesso às cervejas especiais muitas pessoas estão descobrindo que as receitas tradicionais da Páscoa harmonizam bem com essa bebida. Então, porque não experimentar uma ou outra harmonização que possa nos surpreender e dar vida nova ao nosso paladar?

A harmonização de alimentos com cerveja é uma busca por um prazer sensorial onde diversas características marcantes de ambos são exaltadas e/ou reveladas. Como a cerveja é uma bebida que possui dezenas de diferentes estilos que, de forma geral, possuem mais compostos aromáticos que o vinho, as possibilidades de harmonização são bem maiores. Isso faz da cerveja uma outra boa opção para os que pretendem ousar na cozinha nessa páscoa.

SALADAS

Para saladas à base de folhas, com pouca quantidade de proteínas como carnes brancas, queijo branco e ricota, uma boa susgestão para essa harmonização é o estilo Weiss, que são as cervejas de trigo tradicionais do sul da Alemanha e com grande difusão no Brasil. São cervejas leves e refrescantes, com aroma frutado marcante e notas de cravo no paladar.

As Witbier também são recomendas por serem cervejas leves que levam condimentos como semente de coentro, pimenta da Jamaica e raspas de laranja em sua receita.

Se a salada for um pouco mais condimentada ou levar uma maior quantidade de proteínas, uma boa opção são as German Pilsen e Bohemian Pilsen, que são um pouco mais amargas que as anteriores.

Primeira pilsen do mundo. Pilsner Urquell

A cerveja Tcheca Pilsner Urquell é a primeira Pilsen do mundo.
foto: Divulgação.

BACALHAU

Como o bacalhau é um dos ingredientes mais apreciados nessa data, seja na bacalhoada, seja em pratos que tenham ele como base, existem algumas opções bem marcantes para harmonização.

Para a bacalhoada em si, são recomendados estilos como American Pale Ale, Witbier e Bohemian Pilsen.

Bolinhos de bacalhau vão bem com Bohemian Pilsen, German Dunkelweizen e Kölsch.

Cerveja Dunk Bier Stern Kölsch

A cerveja Stern, da cervejaria mineira Dunk Bier, é uma excelente representante do estilo Kölsch.
foto: Divulgação.

E para os que querem ousar e se surpreender, uma excelente opção de harmonização é uma salada de bacalhau com alguma cerveja do estilo Gose, que são cervejas levemente ácidas e salgadas. Fica simplesmente perfeito.

CHOCOLATES

Seria um pecado falar de harmonizações para a Páscoa e não falar de chocolate, que ainda é a estrela da festa, mesmo que existam outros doces muito consumidos nessa data.

Chocolate harmoniza bem com cervejas dos estilos Stout, Russian Imperial Stout e Porter. Esses 3 estilos possuem aromas de torrefação, café e chocolate. No paladar, eles são marcados por notas de café e toffee, além de chocolate nas cervejas Porter e Russian Imperial Stout.

Cerveja Vinil 78. Estilo Dry Stout. foto: Divulgação.

Cerveja Vinil 78. Estilo Dry Stout.
foto: Divulgação.

Se estivermos falando de ovos de pascoa recheados não muito doces, as cervejas do estilo Bock harmonizam muito bem. O chocolate irá revelar muito do dulçor do malte dessas cervejas, enquanto a potência do álcool ajuda a cortar o doce persistente do chocolate.

Para sobremesas à base de chocolate como tortas, bolos e cremes, uma harmonização ousada pode ser feita com cervejas do estilo Flanders Red Ale, que possuem notas balanceadas de frutas vermelhas, envelhecimento em madeira, ameixa, leve caramelo e aromas láticos devido à presença de lactobacilos em sua produção. Por ser uma cerveja ácida, essa sua característica irá contrastar de maneira perfeita com o doce do chocolate.

Cerveja Rodenbach Grand Cru.

Rodenbach Grand Cru.
foto: Johnnie Lustoza

E se você quer a sua páscoa recheada de descontos, baixe agora mesmo o aplicativo Price Beer (Google Play e App Store) e tenha acesso a promoções exclusivas nos melhores estabelecimentos cervejeiros.

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“Mais Leve que o Ar”, o aventureiro Limonada prepara o lançamento épico de sua cerveja Lift Limone

31 de março de 2017
Cerveja Lift criada pelo Limonada

Depois de diversas andanças pelo Brasil e América do Sul, o aventureiro Flávio Cremonesi, mais conhecido como Limonada, está se dedicando a mais uma nova empreitada em sua vida: o lançamento de uma cerveja inspirada em suas aventuras. Limonada é personagem da série “Mais Leve que o Ar”, do canal Off, na qual ele explora diversos territórios a bordo de um balão com os parceiros Feodor Nenov e José Nelson Barretta.

Limonada é caipira de nascimento, caboclo de alma e caiçara na paixão, como ele mesmo costuma dizer. Sua vida profissional começou na maior floresta contínua do mundo, com quase 10 anos a bordo da Amazônia. Lá, foi atuante no manejo e certificação florestal FSC (Forest Stewardship Council). Além, aventurou-se em viagens intra-amazônicas de tirar o fôlego, como: 30 dias a bordo de um barco pelo rio Solimões; comunidades isoladas na floresta; subida numa torre na Amazônia, com 325 metros de altura num dos corações amazônicos, na Reserva do Uatumã, além dos inúmeros mergulhos nos rios amazônicos, entre outras histórias.

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Seu projeto mais recente é uma cerveja completamente inspirada na segunda temporada do programa “Mais Leve que o Ar”, que ainda não foi ao ar mas que teve como tema uma travessia que durou 60 dias pela América do Sul, de leste a oeste, sobrevoando de balão o Brasil, Argentina e Chile, passando pelos cânions nas serras gaúchas e catarinenses, a garganta do diabo, em Foz do Iguaçu (PR), o norte da Argentina no pantanal dos ‘hermanos’, a cordilheira dos Andes; o deserto do Atacama para finalmente chegar ao Pacífico, no litoral chileno.

Recentemente, Limonada se mudou para BH, onde está em contato com o meio cervejeiro da cidade. Sua decisão em se mudar para a capital mineira, depois de morar em outras 8 cidades brasileiras, se deve ao carinho que ele tem por esse estado, por sua cultura e povo acolhedor. Logo em seu primeiro dia na cidade, Limonada conheceu o Bar do Salomão, durante a transmissão de uma partida de futebol entre seu time de coração Palmeiras e o Galo, pelo Campeonato Brasileiro. A recepção foi das melhores, mesmo o Bar do Salomão sendo um reduto atleticano.

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A cerveja Lift Limone, teve seu nome influenciado pelo apelido Limonada e é do estilo Farmhouse Ale, com doses de limão capeta e siciliano, além de algumas especiarias. A receita da cerveja ainda está em fase experimental e, por ser de produção caseira, ainda não está sendo comercializada. Os mestres da cerveja Lift são: Guilherme Fonseca e Henrique Mafra. Contudo, os preparativos para lançá-la no mercado estão a todo vapor. O aventureiro já está procurando alguma cervejaria para produzir sua cerveja, ao mesmo tempo em que ele já está preparando uma grande surpresa para esse lançamento, que ainda não tem data definida, mas que promete fazer com que todos “tirem os pés do chão”.

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Lift são os ventos que batem na parede da montanha e levam tudo para cima! Limone, pela descendência italiana do ‘Limonada’. Aeronave preparada e autorizada para decolar! A razão de subida vai depender dos “passageiros” a bordo da cerveja Lift.

Confira abaixo nosso bate papo com o balonista, aventureiro e cervejeiro Limonada.

Price Beer – Em quanto tempo você completou a travessia entre o Atlântico e Pacífico? E o que você nos conta dessa experiência?

Limonada – A travessia entre os oceanos, no eixo leste/oeste (Brasil, Argentina e Chile) tiveram como pontos inicial e final, respectivamente, Torres (RS/BR) até Hornitos (Ch). Não foi uma viagem “comum”, pois, estávamos gravando para um programa de televisão e a escala temporal foi um pouco maior. Por volta de 60 dias a missão foi cumprida. No deserto do Atacama, no Chile, ficamos uns 20 dias, por ser um lugar incrível: o deserto em si, a cordilheira, vulcões, um céu incrivelmente lindo, tanto durante o dia e, em especial, a noite. Os parceiros da viagem foram Feodor Nenov e Nelson Bareta. A produtora foi a “Manjubinha Filmes”. E em abril entra na programação os episódios do “Mais Leve que o Ar” (temporada 2).

Além da viagem em si e toda a aventura a bordo; a grande essência foram as pessoas incríveis que conhecemos durante todos esses dias. Em Carlos Pellegrini, considerado o pantanal dos “hermanos” no interior da Argentina, fui convidado pra jogar bola com a molecada argentina. Foi sensacional a experiência, ainda mais pela rivalidade saudável que temos no futebol.

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Price Beer – Você pretende lançar a sua cerveja comercialmente? Quando?

Limonada – Sim. O próximo passo é encontrar uma cervejaria que esteja disposta a colocar no mercado a cerveja Lift. Ainda não abrimos nenhuma negociação com cervejarias, mas é o próximo passo. Ainda sou um novato em Belo Horizonte, estou conhecendo as pessoas.

Price Beer – Existe alguma outra cerveja que você gostaria de elaborar?

Limonada – Claro. A cerveja artesanal é fantástica. Tem histórias a bordo. Desejo criar uma cerveja com os nomes dos meus filhos: cerveja “João & Maria”. Boas ideias e histórias vibrantes são os primeiros passos pra se construir uma marca de sucesso.

Amo cerveja. Tenho uma conexão forte de uma vida toda. Voltando a falar da viagem entre os oceanos, num dos voos em Tafi del Valle (Argentina), há 2 mil metros de altitude, na cordilheira e pré deserto do Atacama, fizemos um voo incrível. Na volta para a pousada, tivemos que esperar 4 horas numa estrada de terra, pois estava acontecendo um rally com motos e carros. No mesmo momento encontrei uma casa bem pequena que vendia cervejas. Fiquei apreciando o rally com uma(s) cerveja(s). É a bebida da felicidade para comemorar grandes feitos e um grande processo de interação para conhecer novas pessoas com histórias incríveis!

Price Beer – Devido ao tempo que você morou na Amazônia, você pretende fazer alguma cerveja que leve algum ingrediente amazônico?

Limonada – Positivo. Inclusive, já está chegando uma carga da Amazônia que alguns amigos de lá me enviaram. O “jambu”, o “camu camu”, a “preciosa”, o “pau rosa”, a “andiroba”, a “copaíba” são alguns produtos que irei jogar na mão dos cervejeiros Guilherme Fonseca e Henrique Mafra (criadores da receita da cerveja Lift Limone), para colocarem as “alquimias” em prática.

Outro produto florestal que estou trazendo é a “cataia”, uma folha da Mata Atlântica. Em especial a Amazônia, é uma região de grande importância no Brasil e no mundo. Então, como os brasileiros pouco conhecem o real significado da Amazônia, a cerveja poderá ser uma forma de conectar os brasileiros com a maior floresta contínua do mundo. Inclusive, no passado escrevi um artigo para a revista “Arquitetura e Urbanismo” chamado “Será que o Brasil nunca viu a Amazônia?”, sobre o uso da madeira tropical com garantia de origem.

Price Beer – Certa vez você nos contou que pretende abrir um bar com um balcão aconchegante. Esse bar teria relação com cervejas artesanais ou algum outro tema específico?

Limonada – O balcão é um espaço favorável para que as pessoas se descubram. Lá é possível saber de onde as pessoas vieram, pra onde elas vão e o que fazem. A cerveja será o “carro chefe”, mas, como tudo na vida é um processo, ainda estou encontrando outras pessoas pra embarcarem nessa. Já tenho até o nome do bar “CCC” (cerveja, café e cachaça). São as 3 bebidas da felicidade!

Para quem ainda não é sócio do Price Beer, a Lift está oferecendo um mês de assinatura grátis. Basta baixar o app (download aqui), se cadastrar utilizando o código promocional LIFT e começar a usar.

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O milho não é o vilão da cerveja

6 de março de 2017
Cervejas feitas com milho

Muito tem sido falado sobre o uso de milho na produção de cerveja e esse é um assunto recorrente, que de tempos em tempos volta à tona nos grupos de discussão, na mídia e nas redes sociais. A verdade é que a propagação desse fato enquanto notícia serve como uma fonte viral para a atração de leitores. Além do mais, as polêmicas sobre esse assunto ajudam a propagar ainda mais a notícia de que cervejas que levam milho em sua receita são cervejas ruins, o que não é verdade.

Para completar, boa parte do que é divulgado em relação a esse assunto são notícias superficiais, sem aprofundamento na questão do uso do milho enquanto fonte de açúcar para geração de álcool e CO2 para a cerveja, bem como o uso de outros cereais não maltados como o arroz e a aveia, além de outras fontes de açúcar.

O QUE É O MALTE

O malte de cevada nada mais é que o grão desse cereal que teve o processo de germinação iniciado, o qual foi interrompido através de secagem artificial. Outros grãos também podem ser maltados, como o trigo e o centeio, porém, a maioria das cervejas usam o malte de cevada como base para sua produção.

Essa germinação é necessária para a formação de enzimas que irão converter o amido do grão em açucares durante a fabricação da cerveja. Esses açúcares serão utilizados como fonte de alimento das leveduras durante a fermentação, com isso eles serão convertidos em álcool e CO2.

E O QUE SÃO CEREAIS NÃO MALTADOS?

Os cereais não maltados, por sua vez, são aqueles cereais cujos grãos não passaram por esse processo de germinação e secagem.

Os cereais não maltados mais utilizados como fonte de açúcar na produção de cerveja são o milho e o arroz, já que esses são mais baratos e têm uma maior oferta no mercado. Mas outros cereais não maltados também podem ser utilizados para dar características específicas para a cerveja e entre eles estão a própria cevada e o trigo não maltados, a aveia, o sorgo e muitos outros.

O uso de cereais não maltados pelas grandes cervejarias visa a redução dos custos de produção. As cervejas produzidas em larga escala costumam ser mais leves do que boa parte das cervejas puro malte, o que favorece um maior consumo, proporcionando um maior lucro para essas cervejarias.

LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

A legislação brasileira permite que uma parte das fontes de açúcar para se produzir cerveja seja outra além do malte de cevada, desde que seja de origem vegetal, além de exigir que os rótulos informem o uso desses cereais.

Sendo assim, o milho, o arroz, o trigo, a aveia, frutas e até mesmo açúcar podem ser adicionados à receita de uma cerveja, o que é uma prática muito comum em países de grande tradição cervejeira como a Bélgica e a Inglaterra.

Com isso, não há nada de ilegal ou nenhuma propaganda enganosa entre as cervejas que levam cereais não maltados ou carboidratos em sua receita.

CERVEJAS PURO MALTE

Cerveja puro malte Pisner Ürquell

foto: Divulgação

As cervejas puro malte levam apenas cereais maltados como fonte de açúcar em sua fabricação, o que exclui qualquer porcentagem de outras fontes de açúcar como os cereais não maltados, frutas e açúcar.

Tais cervejas, em sua maioria, usam malte de cevada para sua fabricação, porém, em alguns estilos de cerveja são utilizados malte de trigo e de centeio.

É aqui que começa a confusão, pois muitas cervejas usam a expressão “Puro Malte” como sinônimo de qualidade, o que não necessariamente é verdade, já que a qualidade das cervejas é algo que depende muito mais do processo de produção do que de seus ingredientes.

Exemplos de cervejas Puro Malte muito elogiadas:

CERVEJAS DE QUALIDADE

Como falado anteriormente, o uso de outras fontes de açúcar em uma cerveja não a torna uma cerveja ruim. Muitas das consideradas as melhores cervejas do mundo usam uma ou outra fonte de açúcar que não são o malte.

Alguns exemplos são as cervejas da Cantillon, uma cervejaria tradicional de Bruxelas, que produz cervejas ácidas por serem fermentadas em tanques abertos e que têm a adição de frutas para amenizar essa acidez e conferir diversas outras características a elas. Nesse caso, são utilizados cerca de 250g de frutas para cada litro de cerveja produzida. O resultado final é simplesmente surpreendente, trazendo uma experiência única ao paladar de quem as bebe.

Outra que não escapa do uso de carboidratos é a Westvleteren 12, que ficou famosa aqui no Brasil por ter sido considerada a melhor cerveja do mundo. Essa famosa cerveja Trapista, que é tida como um verdadeiro tesouro nacional na Bélgica, leva açúcar em sua receita. Se fôssemos nos preocupar em consumir apenas cervejas Puro Malte, essa cerveja passaria batida e não experimentaríamos uma das mais cultuadas cervejas do mundo.

ESTILOS CLÁSSICOS QUE NÃO SÃO PURO MALTE

Muitos estilos que são bastante consumidos no Brasil utilizam cereais não maltados em sua receita, sendo que alguns desses estilos usam esses cereais como fonte de açúcar, enquanto outros os utilizam para equilibrar certas características como o aroma, sabor, espuma e corpo.

Um exemplo são as Witbier, estilo que muitas cervejarias costumam utilizar em sua receita aveia, cevada e trigo não maltados, além de especiarias, ervas e frutas como semente de coentro, pimenta da jamaica e raspas de laranja e limão.

Outro exemplo clássico são as Cream Ale, que levam cevada não maltada para estabilizar a espuma e milho como uma fonte de açúcar que não vai influenciar na densidade do corpo da cerveja, deixando ela leve.

OFF FLAVORS OU DEFEITOS

Muitos aromas e sabores indesejados podem ser gerados na cerveja (nas Puro Malte ou nas que tem adição de carboidratos e cereais não maltados), durante a sua produção ou mesmo durante o seu armazenamento e por serem indesejados, são chamados de Off Flavors.

Alguns Off Flavors comuns são: o Diacetíl, cujo aroma se assemelha a manteiga rançosa; o acetato de isoamila, que gera um aroma de banana na cerveja; Acetaldeído, que se assemelha a maçã verde e solvente; Butírico, que surge através de contaminações por bactérias e se assemelha a “vômito de criança”. Existes muitos outros Off Flavors, alguns mais sutis e outros ainda mais indesejáveis.

A temperatura de cozimento do malte, as condições de fermentação e o processo de maturação da cerveja, todos eles têm uma influência direta na geração de Off Flavors. A qualidade dos insumos também influencia nessa questão, como por exemplo maltes mofados ou velhos, lúpulos oxidados e a própria qualidade da água.

Portanto, a qualidade de cada cerveja depende muito mais da sua produção e dos cuidados com seus insumos do que do uso de cereais não maltado, os quais, como dito acima, podem contribuir para a produção de excelentes cervejas.

CONCLUSÃO

Antes de julgarmos a qualidade da cerveja pelos ingredientes de sua receita, precisamos entender o que cada um desses ingredientes representam para outras cervejas consideradas boas.

As cervejas dependem muito mais da qualidade da sua produção para serem boas do que da fonte de açúcar ser Puro Malte e esse é um mito que precisamos ficar atentos. Existem muitas cervejas que se dizem de qualidade por serem Puro Malte mas que são repletas de Off Flavors, seja por deficiência em sua produção ou pela péssima qualidade dos seus ingredientes, independente se são grãos maltados ou não.

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A origem do St Patrick’s Day

11 de março de 2016
Como a cerveja artesanal foi inserida nas comemorações de São Patrício

A festa do padroeiro da Irlanda, já faz parte do calendário de diversos países, inclusive do Brasil

Nascido na Grã- Bretanha, St Patrick’s também conhecido como São Patrício, era filho de família rica, influente e diácono cristão. Aos foi 16 anos, ele foi sequestrado por piratas irlandeses e forçado a trabalhar como pastor, durante seis anos,  em County Mayo, na Irlanda.

São Patrício conseguiu articular sua fuga e retornar à Grã-Bretanha. Ele regressou com o sonho de aprender o cristianismo e difundir a religião na Irlanda. Após estudar durante 15 anos, ele se tornou sacerdote e adotou o nome Patrick Em meados de 432 dC, ele voltou à Irlanda e iniciou o processo de conversão da população, que até então era politeísta.  Neste período, surgiu o trevo que começou a ser usado para explicar a Santíssima Trindade (o Pai, o Filho e o Espirito Santo).

Depois de passar 30 anos doutrinando, Patrício faleceu no dia  17 de março de 461 d.C.  Após o acontecimento, os irlandeses decidiram realizar confraternizações no dia de sua morte para homenagear o sacerdote.  No ínicio, a celebração começou tímida, era somente um banquete. Apenas, em 1996, a data tornou-se feriado na Irlanda.

Atualmente, a festa é realizada em diversos países com a língua inglesa e também na América Latina, como Argentina e Brasil. Para celebrar, os adeptos usam roupas verdes e o trevo como amuleto da sorte. Durante o dia, os irlandeses costumam fantasiar-se para participar de desfiles, fogos, acrobacias e shows. A noite a festa continua nos pubs com programação especial, inclusive com desconto nas bebidas.

CHOPE VERDE

A cerveja faz parte da comemorção, sem dúvida. O chope verde foi criado exclusivamente para o St Patrick’s Day. É adicionada uma dose de menta à bebida para obter a coloração. Durante a festa, o consumo mundial da Guinness, quase triplica de 5,5 para 13 milhões de litros. Uma média 150 litros por segundo.

Além da tradicional cerveja irlandesa, a comemoração conta com aBeamish, Irish Stout, Greene King e Wexford- Murphy’s  Red Ale, Harp, Smithwick, entre outras.

Também fazem parte da festa outras bebidas, como o whiskey irlandês.

 

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Como a Guinness influenciou a 2ª Guerra Mundial

2 de março de 2016
Entre uma batalha e outra, os combatentes ingleses bebiam a cerveja

A cervejaria irlandesa foi envolvida e salvou o país de um dos maiores conflitos do mundo 

Nascida em 1759, em Dublin na Irlanda, a cerveja surgiu após  Arthur Guinness, o fundador da marca, alugar uma fábrica no centro da cidade. Porém, pouca gente sabe como a cerveja salvou o país durante a  Segunda Guerra Mundial. Na época, a marca tinha 152 anos de existência e a bebida já era apreciada por grande parte da Europa.

Durante o conflito, a Irlanda decidiu permanecer neutra e não entrar na briga que atormentava o resto do mundo e acontecia praticamente no quintal do país.  Todas as atenções estavam voltadas para disputa entre Aliados (França, Grã- Bretanha, China, Estados Unidos e União Soviética) e Potências do Eixo ( Alemanha, Japão e Itália). Contudo, entre 1940 e 1941, a Inglaterra não ficou contente com a falta de posicionamento do país da Europa Continental. Apesar de não enviar os soldados para o embate, a Irlanda mandava a amada cerveja para as tropas.

Claro, que o buraco era mais embaixo, a Inglaterra tinha o objetivo de forçar o posicionamento para ter acesso aos portos irlandeses, para conseguir essa façanha, o primeiro ministro do Reino Unido, Winston Churchill cortou o envio de suprimentos ao país. Foram reduzidas para zero, mais de seis milhões de toneladas de ração para animais, 100 mil toneladas de fertilizantes e até a gasolina. Enquanto, a população estava com fome, a economia continuava em recessão e a Alemanha atacava.

A única coisa que a Irlanda tinha estocado no meio deste cenário caótico era a emblemática Guinness. Para combater à crise da falta de energia e alimentos, o governo restringiu o uso de malte de cevada e proibiu a exportação de cerveja. O trigo era utilizado para a produção de pães para os pobres.

Ao cortar a bebida, o pequeno país europeu interferiu diretamente na guerra, porque a cerveja era responsável por sanar a sede e elevar a autoestima dos combatentes ingleses.  Logo, os soldados começaram a reclamar a falta da Guinness, especificamente e a confusão começou.  Para conter a crise, os governos britânicos e irlandês fizeram um acordo às presas, onde a Grã- Bretanha forneceria trigo em troca de Guinness.

Com esse truque na manga, a Irlanda conseguiu retomar a importação de carvão, após alegar insuficiência de energia para produção da cerveja e assim, a dinâmica de negociação se repetiu.  E com o barril de cerveja na cartola, a Irlanda manteve-se neutra até o final da Segunda Guerra Mundial, conseguiu alimentar a sua população e continuou a produção da nossa queridinha, Guinness.

Sobre a Guinness

A cervejaria surgiu em 1759, quando Arthur Guinness alugou um galpão no centro de Dublin, na Irlanda, no começo a marca produzia cerveja nos estilos Ale e Porter, com o tempo parou de produzir a Ale. Atualmente, a cerveja é produzida em 60 países e comercializada em 120 nacionalidades. É uma das bebidas mais consumidas do mundo, está presente em 170 mil pubs, cerca de 10 milhões de pints são consumidos diariamente.

A cervejaria é considerada a sexta maior do mundo e  também  detentora das marcas  Harp, Kilkenny, Red Strio, Kaliber  e participante das fusões com cervejarias locais ao redor do mundo.

Referência: A História Bizarra da Segunda Guerra Mundial, Otávio Cohen, 2015.

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9 erros na hora de comprar cervejas artesanais

21 de fevereiro de 2016
homembebendo

O mercado da cerveja artesanal cresce cada vez mais rápido,  isso significa mais e mais pessoas querem fazer parte desse delicioso movimento. Entretanto, o pouco conhecimento relacionado a bebida, pode confundir e intimidar o consumidor. Isso pode gerar erros na hora de escolher o rótulo. Aqui estão os nove mais comuns:

1) Comprar apenas IPAs
India Pale Ale é definitivamente o estilo de cerveja artesanal que colocou a categoria no mapa, mas hoje em dia há uma enorme gama de outras deliciosas opções de cervejas artesanais por aí, portanto, experimente o que há mundo afora. Não seja a pessoa que simplesmente diz “Eu vou levar qualquer IPA que tiver”.

2) Focar em rótulos com prêmios e medalhas
Nem sempre uma cerveja premiada é a melhor daquele estilo ou vai ser a melhor para você. Às vezes uma ótima cerveja não participou de concurso nenhum por opção da própria cervejaria. Ou ainda por não se enquadrar perfeitamente nos guias de estilos. Várias cervejas e cervejarias pelo mundo não se importam muito com ganhar títulos em concursos, dê uma chance a elas também.

3) Pensar que cerveja em lata é de qualidade inferio
As cervejas artesanais estão adotando as latas e você também deveria. Enquanto grande parte das grandes cervejarias enraizaram nas nossas cabeças que lata significa baixa qualidade, é, na verdade, um dos melhores recipientes para proteger e preservar sua cerveja. Enquanto uma garrafa de vidro permite a entrada de luz que pode prejudicar a cerveja, na lata não é possível, além de ser mais fácil de transportar e abrir – um bônus!

4) Escolher coisas que são familiares
Você deve ter um ou duas marcas de cerveja artesanal que você gosta, porém, assim como no caso das IPAs, diversifique um pouco. Se você está em uma cidade diferente, prove a cerveja que é popular na região. Experimente. Mesmo sendo completamente normal você ter marcas que você gosta mais que outras, de vez em quando, tente algo novo.

5) Ficar com medo de perguntar
Algumas pessoas preferem não pedir sugestão ou conselho de alguém que conheça mais de cerveja por vergonha, por não querer passar a imagem de que não sabe escolher a própria cerveja ou até ser taxado de iniciante ou ignorante. Diversos bares e lojas de cervejas artesanais contam com sommeliers à disposição ou, pelo menos, alguém com certa experiência que possa ajudar. Não se intimide e pergunte. O sommelier, assim que souber do que você gosta, certamente irá te indicar diversos rótulos e estilos que você poderá gostar. Até uma consulta em algum bom site de referência pelo seu celular já é uma ajuda enorme, e esses lugares geralmente disponibilizam wifi, você nem precisa gastar dados do seu plano.

6) Não pedir para provar a cerveja
Se você está em um bar ou loja de cervejas artesanais que vende growlers, você está vacilando se não pedir uma prova antes. Enquanto a pessoa atrás do balcão, provavelmente ,tem um grande conhecimento sobre a cerveja, você tem total direito a provar a cerveja antes de compra-la.Então, não se intimide em pedir. Grande parte dos lugares estará mais que disposto a providenciar uma amostra a você.

7) Pensar que assim que uma cervejaria artesanal é comprada por uma macro cervejaria, ela não é mais bebível
Nós entendemos. Tecnicamente uma vez que uma cervejaria é comprada por uma grande corporação, a cerveja não é mais artesanal, mas se você se recusar a beber uma cerveja simplesmente porque ela “se vendeu”, você vai perder algumas ótimas cervejas. De fato que a Wäls foi vendida para a Ambev, mas eles ainda fazem uma das melhores Dubbels que há por aí, então, não prová-la se você é fã de Dubbel seria um engano. O mesmo vale para Colorado, Ballast Point ou Goose Island; essas cervejarias continuam fazendo boas cervejas, então, se você é um fã de cerveja, as aprecie.

8) Evitar garrafas maiores
Garrafas maiores – cervejas engarrafadas em garrafas do tamanho de vinho ou maiores – geralmente são precificadas mais próximas dos preços dos vinhos, e isso pode soar bastante inverso à cerveja, mas você tem que dar uma chance pelo menos alguns rótulos. Em sua maioria, essas cervejas são as mais geeks e experimentais que uma cervejaria faz, e prová-las pode abrir um novo mundo de sabores. Por outro lado, também tem as linhas “para tomar com os amigos” de cervejas menos complexas, porém muito bem feitas como as garrafas de 1 litro da cervejaria Tupiniquim. Ótimas para uma boa comemoração e iguais as envasadas em recipientes menores. Seja um tipo ou outro, mande ver e pegue uma ou duas garrafas da próxima vez que reunir os amigos.

9) Ficar com medo de dizer que não gosta de algo
Só porque a cerveja é artesanal, não significa que você tenha que gostar. O produto trouxe um movimento que envolveu  pessoas muito apaixonadas pela bebidas,  às vezes, tanto amor  pode tornar as coisas mais difíceis para que outros possam apresentar pontos de vista divergentes. O mais importante quando se trata de cerveja artesanal é beber o que você gosta. O novo cenário aumentou a quantidade de marcas e rótulos disponíveis. Só nos cabe abraçar essa pluralidade de sabores, estilos e aromas e beber o que gostamos.

Fonte: Bom de Copo