Cerveja, Curiosidades

Como a Guinness influenciou a 2ª Guerra Mundial

2 de março de 2016
Entre uma batalha e outra, os combatentes ingleses bebiam a cerveja

A cervejaria irlandesa foi envolvida e salvou o país de um dos maiores conflitos do mundo 

Nascida em 1759, em Dublin na Irlanda, a cerveja surgiu após  Arthur Guinness, o fundador da marca, alugar uma fábrica no centro da cidade. Porém, pouca gente sabe como a cerveja salvou o país durante a  Segunda Guerra Mundial. Na época, a marca tinha 152 anos de existência e a bebida já era apreciada por grande parte da Europa.

Durante o conflito, a Irlanda decidiu permanecer neutra e não entrar na briga que atormentava o resto do mundo e acontecia praticamente no quintal do país.  Todas as atenções estavam voltadas para disputa entre Aliados (França, Grã- Bretanha, China, Estados Unidos e União Soviética) e Potências do Eixo ( Alemanha, Japão e Itália). Contudo, entre 1940 e 1941, a Inglaterra não ficou contente com a falta de posicionamento do país da Europa Continental. Apesar de não enviar os soldados para o embate, a Irlanda mandava a amada cerveja para as tropas.

Claro, que o buraco era mais embaixo, a Inglaterra tinha o objetivo de forçar o posicionamento para ter acesso aos portos irlandeses, para conseguir essa façanha, o primeiro ministro do Reino Unido, Winston Churchill cortou o envio de suprimentos ao país. Foram reduzidas para zero, mais de seis milhões de toneladas de ração para animais, 100 mil toneladas de fertilizantes e até a gasolina. Enquanto, a população estava com fome, a economia continuava em recessão e a Alemanha atacava.

A única coisa que a Irlanda tinha estocado no meio deste cenário caótico era a emblemática Guinness. Para combater à crise da falta de energia e alimentos, o governo restringiu o uso de malte de cevada e proibiu a exportação de cerveja. O trigo era utilizado para a produção de pães para os pobres.

Ao cortar a bebida, o pequeno país europeu interferiu diretamente na guerra, porque a cerveja era responsável por sanar a sede e elevar a autoestima dos combatentes ingleses.  Logo, os soldados começaram a reclamar a falta da Guinness, especificamente e a confusão começou.  Para conter a crise, os governos britânicos e irlandês fizeram um acordo às presas, onde a Grã- Bretanha forneceria trigo em troca de Guinness.

Com esse truque na manga, a Irlanda conseguiu retomar a importação de carvão, após alegar insuficiência de energia para produção da cerveja e assim, a dinâmica de negociação se repetiu.  E com o barril de cerveja na cartola, a Irlanda manteve-se neutra até o final da Segunda Guerra Mundial, conseguiu alimentar a sua população e continuou a produção da nossa queridinha, Guinness.

Sobre a Guinness

A cervejaria surgiu em 1759, quando Arthur Guinness alugou um galpão no centro de Dublin, na Irlanda, no começo a marca produzia cerveja nos estilos Ale e Porter, com o tempo parou de produzir a Ale. Atualmente, a cerveja é produzida em 60 países e comercializada em 120 nacionalidades. É uma das bebidas mais consumidas do mundo, está presente em 170 mil pubs, cerca de 10 milhões de pints são consumidos diariamente.

A cervejaria é considerada a sexta maior do mundo e  também  detentora das marcas  Harp, Kilkenny, Red Strio, Kaliber  e participante das fusões com cervejarias locais ao redor do mundo.

Referência: A História Bizarra da Segunda Guerra Mundial, Otávio Cohen, 2015.


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