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Curiosidades

Harmonização de queijos com cervejas artesanais

20 de abril de 2017
Harmonização de queijos e cervejas artesanais

Harmonização de queijos com cervejas é um assunto que tem ganhado espaço nas discussões a respeito de cervejas artesanais. O assunto fica ainda mais pertinente quando é associado à questão do consumo de produtos locais, já que o Brasil vem se destacando na produção de queijos artesanais e conquistando prêmios importantes em concursos internacionais.

Muitos ainda pensam que harmonização de queijos é algo apenas para vinhos, no entanto, há um número crescente de pessoas que estão buscando cervejas especiais para essas harmonizações. E não é por menos, já que o consumo da bebida também está crescendo, junto com a quantidade de informações disponibilizadas em cursos, sites e blogs especializados.

Como a cerveja é uma bebida extremamente complexa em termos de aromas e sabores, é de se esperar que a harmonização dessa bebida com queijos seja um universo muito vasto para ser explorado, com infinitas possibilidades de combinações.

Tipos de queijos

Tipos de queijos

Não é nenhuma novidade que existem diversos tipos de queijos e que estes possuem as mais variadas características entre si. Só no Brasil, temos variedades que vão desde queijos cremosos como o requeijão, ao queijo coalho, que não derrete fácil e é amplamente consumido em churrascos.

Segundo o jornalista gastronômico Eduardo Girão, que é uma das grandes referências nacionais em avaliação e degustação de queijos artesanais, sobretudo os mineiros, a separação de queijos em diferentes tipos depende de inúmeras características que vão além da técnica de produção.  “Podemos separá-los de diferentes maneiras. Alguns critérios são: região produtora, origem do leite, receita (massa crua, massa cozida, massa filada), técnicas de cura (com ou sem mofo, com ou sem controle de umidade e temperatura, com ou sem casca lavada, etc) e consistência da massa (mole, macia, semi curado, curado, extra curado), por exemplo. Há também outros critérios possíveis e que ajudam bastante a orientar a escolha do queijo em função do contexto em que será servido”, nos conta Girão.

Eduardo Girão num curso de Harmonização de queijos e cervejas artesanais

Eduardo Girão ministrando um curso sobre harmonização de queijos e cervejas artesanais.

Estilos de cervejas

Como estamos falando também de cervejas, é válido lembrar que as mesmas são separadas em centenas de estilos, sendo que cada estilo específico vai sofrer grandes variações conforme o resultado pretendido por cada cervejeiro responsável pela produção de um determinado rótulo.

Por existirem estilos que variam em cor, aromas, graduação alcoólica e sabores que vão do doce ao salgado, passando pelo azedo e amargo, tais características serão cruciais na escolha de um estilo certo para um determinado tipo de queijo.

Produção de Queijos artesanais no Brasil

O crescimento da produção de queijos artesanais no Brasil, tanto em relação ao volume, quanto à qualidade, é algo cíclico, onde a evolução da técnica gera uma melhoria nos processos de produção, propiciando uma melhoria nos produtos finais. Com o aumento da qualidade, o consumidor passa a dar mais valor à produção nacional, a qual ganha destaque na mídia, atraindo mais consumidores e gerando incentivos na melhoria de toda a cadeia produtiva.

Atualmente, alguns estados brasileiros tem se destacado na produção de queijos artesanais e isso se deve a vários fatores como a tradição queijeira de cada um desses estados e a disponibilidade e qualidade da produção local de leite.

Esse crescimento é tão evidente, que o trabalho do afinador de queijos tem ganhado cada vez mais destaque no Brasil. Sua função é crucial para a qualidade do produto final, já que é ele que trabalha o processo natural de maturação do queijo para que este atinja plenamente uma boa forma e desenvolva as mais variadas texturas, aromas e sabores, dando a cada produto um toque clássico e único.

Queijos mineiros

Ao falar da produção de queijos no Brasil, o estado de Minas Gerais vai acabar, cedo ou tarde, sendo um dos assuntos da conversa. Minas Gerais tem uma forte tradição na produção de queijo, tanto que é conhecida como a terra do pão de queijo, onde o Queijo Minas ganha um destaque que ultrapassa as fronteiras mineiras.

“Temos história, temos cultura de consumo, temos diversidade de terroir, temos regiões bem definidas e temos queijos de altíssimo nível. Queijo é assunto em Minas, faz parte da nossa cultura há muito tempo. Inegavelmente, a conjunção desses fatores nos coloca em posição de destaque, mas é preciso lembrar que temos produção de queijos com boa qualidade e/ou tipicidade em outros estados, como Rio Grande do Sul, Paraíba, Pará e São Paulo. Me agrada mais a ideia de um movimento nacional com alguns focos em vez de um ranking de locais mais expressivos, pois tudo isso faz parte de uma mesma revolução”, enfatiza Girão.

A atuação do Sebrae tem sido decisiva na Canastra, região de Minas onde se dá a produção do famoso queijo de mesmo nome. Os produtores locais estão sendo capacitados e promovidos por meio do projeto Origem Minas, o qual está inclusive criando uma marca para a região e mostrando formas de valorizar mais os queijos.

Sommelier de cervejas x queijos

Como um dos papeis do Sommelier de cervejas é a indicação das melhores harmonizações entre comida e cervejas, esse é o momento para tais profissionais se atentarem aos queijos artesanais nacionais, já que a procura por cursos e aprendizado nessa área está em evidência.

Vários estabelecimentos estão se especializando na oferta de queijos variados e devido à qualidade mais apurada desses produtos, o consumidor está se preocupando mais em descobrir quais a melhores bebidas para serem servidas com os queijos que eles estão comprando.

Um ponto positivo é que já existe um trabalho sendo feito nesse sentido pelos Sommeliers de vinhos, o que contribui na abertura das portas do mercado para que os especialistas em cervejas consigam fazer melhor o seu trabalho junto aos consumidores, ajudando a trazer mais notoriedade aos queijos brasileiros.

Sugestões de harmonização de queijos e cerveja

foto: Chimay, Divulgação.

foto: Chimay, Divulgação.

Falando nas harmonizações em si, é sempre bom se atentar para as características das cervejas e dos queijos, para que o equilíbrio aconteça e a experiência da degustação seja inesquecível.

Queijos mais picantes não são indicados para harmonizações com cervejas mais alcoólicas, já que a forte presença do álcool pode exaltar a picância do queijo, trazendo pouco equilíbrio no resultado final. Prefira cervejas mais carbonatadas ou amargas como as Pilsen, IPA e American Pale Ale, já que a carbonatação e o amargor ajudam a cortar as notas picantes, revelando outras características marcantes do queijo e preparando o paladar para o próximo pedaço.

Queijos gordurosos podem harmonizar bem com cervejas mais maltadas, adocicadas e alcoólicas, como as Belgian Blonde, Quadrupel, Bock, Doppelbock e Eisbock. Cervejas pouco carbonatadas, secas ou com baixa graduação alcoólica não são recomendadas.

Queijos defumados são indicados para cervejas mais escuras, com amargor moderado a alto, como as Schwartzbier, Porter, Stout e Black IPA.

Já os queijos mais adocicados e menos gordurosos se dão bem com cervejas ácidas e adocicadas como as Fruit Beer, Fruit Lambic e Berliner Weisse.

Confira algumas sugestões de harmonização de queijos e cervejas do Eduardo Girão para o Price Beer:

  • Catauá 100 dias com Barley Wine;
  • Cabacinha de Joaima com Berliner Weisse;
  • Alagoa com Tripel;
  • Parmesão de leite de cabra com Fruit Beer;
  • e Canastra curado com Pale Ale.

Workshop de harmonização de queijos e cervejas

Workshop de harmonização de queijos e cervejas artesanais

Se você se interessou pelo assunto, a Escola Experimente estará oferecendo no dia 27/04, em Belo Horizonte (MG), um workshop de degustação especial de queijos artesanais mineiros e cervejas especiais, ministrado pelo Eduardo Girão.

O valor do investimento é de R$150,00, mas para quem é Price Beer, o investimento será de apenas R$125,00 com pagamento feito via depósito bancário ou diretamente no escritório da Escola Experimente. A validação da promoção acontecerá presencialmente no dia curso. (baixe o app aqui)

Para inscrições realizadas via Sympla, o desconto do Price Beer não será aplicado.

Local: Escola Experimente. Rua Marquês de Maricá, 616, Santo Antônio Belo Horizonte, MG.

Data: 27/04

Horários: 19h às 22h

Fone: 31 2516-9331

E-mail: escola@projetoexperimente.com

Inscrições: https://www.sympla.com.br/workshop-degustacao-especial-de-queijos-artesanais-mineiros-e-cervejas-especiais__135257


Cerveja

Sour Beer: o que são essas cervejas?

12 de abril de 2017
Cerveja Sour Beer

Já faz tempo que a febre das cervejas lupuladas se espalhou pelo Brasil e isso é inegável. São milhares de consumidores que viraram fãs incondicionais das cervejas que usam o lúpulo como a principal estrela das suas receitas, a exemplo das India Pale Ale (IPA). E apesar de todo o rebuliço que essas cervejas causaram por aqui, elas estão vendo o seu reinado ser incomodado por uma outra febre que se espalha com uma velocidade incrível: as Sour Beer, que  são cervejas ácidas, pouco amargas e muito refrescante, tendo aromas e sabores frutados em sua maioria.

As Sour Beer são muito comuns na Bélgica e são amplamente consumidas por lá. A cidade de Bruxelas, capital do país, é lar da mais icônica cervejaria a produzir cervejas ácidas, a Brasserie Cantillon, famosa pelas fermentações em tanques abertos. Mas não só esse tipo de cerveja pode ser considerado Sour, já que existem muitos outros estilos de cervejas que são marcantes por sua acidez, utilizando diferentes métodos de produção para deixarem elas azedas.

FERMENTAÇÃO ESPONTÂNEA OU CERVEJAS LAMBIC

A exemplo da Cantillon, existem várias outras cervejarias na Bélgica que fermentam suas cervejas em tanques abertos, as quais acabam passando por um processo conhecido como fermentação espontânea. Essas cervejas são chamadas de Lambic e possuem uma acidez acentuada devido à presença de bactérias que acabam caindo dentro dos tanques durante a sua fermentação. Geralmente as Lambic levam uma grande adição de frutas para atenuar um pouco a acidez e com isso acabam recebendo a denominação de Fruit Lambic.

Dentre as cervejas Lambic, existem aquelas que são maturadas em barris de madeira por vários anos e que depois são misturadas com lotes que passaram por um tempo de maturação menor. O resultado são cervejas com forte presença de aromas e sabores provenientes da madeira, aliados ao frescor das cervejas mais jovens. Tais cervejas são conhecidas como Geuze.

FLANDERS RED ALE

As Flanders Red Ale são cervejas produzidas em duas etapas, sendo a primeira por métodos tradicionais, da brassagem à maturação em tanques convencionais. Porém, após estarem prontas na primeira etapa, elas são refermentadas e maturadas em barris de carvalho, os quais possuem uma flora natural de bactérias láticas, acéticas e leveduras selvagens. Essa flora contribue para que a cerveja se torne ácida e com aromas marcantes de frutas vermelhas, madeira, vinho do porto, frutas-passa, notas acéticas e láticas.

São cervejas muito complexas, bastante ácidas e muito refrescantes.

Uma variação desse estilo são as Oud Bruin, que têm um processo de produção semelhante às Flanders Red Ale, mas sem passar por refermentação e maturação em barris de carvalho. Sua acidez surge após o longo tempo de maturação que ela passa nos tanques, além dos vários meses de maturação depois de engarrafadas e é proveniente da pequena presença de bactérias residuais encontradas nesses recipientes.

Sour Beer Rodenbach Grand Cru.

Rodenbach Grand Cru. Sour Beer clássica do norte da Bélgica.
foto: Divulgação.

CERVEJAS SALGADAS – GOSE

As cervejas Gose são um estilo muito antigo que havia quase desaparecido, tendo sido produzido durante séculos em pequenas quantidades, com receitas familiares passadas de geração em geração.

São tradicionais da região de Leipzieg, cidade alemã onde as fontes de água são bastante salobras, o que deixa a cerveja um pouco salgada, o que é bem diferente do que estamos acostumados a beber por aqui.

Elas são produzidas com maltes de cevada e trigo, sendo que muitas delas levam a adição de lactobacilos antes de sua primeira fermentação por leveduras. Sendo assim, tal processo as torna ácidas.

É comum que muitas delas levem sementes de coentro em sua maturação, dando um toque mais temperado ao aroma e sabor final.

Gose Sour Beer

Uma Sour Beer famosa por também ser salgada.
foto: Divulgação.

BERLINER WEISSE

Consideradas o Champanhe do Norte por Napoleão Bonaparte, as Berliner Weisse são cervejas de trigo que recebem adição de lactobacilos antes de sua fermentação.

Quando as tropas de Napoleão invadiram Berlim e se depararam com um cenário onde a produção de vinho era escassa, a alternativa encontrada pelo seu exército para suprir as suas necessidades etílicas foi se entregar às cervejas locais. Como as Berliner Weisse eram as mais produzidas na região, elas eram as mais disponíveis para o consumo. Porém, seu sabor ácido não agradava a todos e para aliviar um pouco a acidez, muitos começaram a adicionar xaropes de frutas e ervas, o que acontece até hoje.

Hoje em dia, a produção dessas cervejas é protegida geograficamente, sendo que elas só podem ser produzidas em Berlim, por cervejarias certificadas. Na prática, vemos um cenário diferente disso, onde muitas cervejarias produzem e comercializam Berliner Weisse sem nenhum respeito a essa regra.

Cerveja de trigo Berliner Weisse Sour Beer

foto: Divulgação.

LICHTENHAINER

Outro estilo histórico cuja produção estava quase extinta, mas que voltou à tona atraindo vários entusiastas nos últimos anos.

As Lichtenhainer são tradicionais da região de Lichtenhain, na Alemanha central. Seu sabor é marcado por notas lácticas, com leve acidez, muito semelhante às notas encontradas nas Berliner Weisse. Outra característica marcante são os aromas e sabores de defumação, provenientes do uso de maltes defumados em sua fabricação.

São feitas de malte de cevada e trigo e são bastante refrescantes, pouco amargas e leves, o que proporciona a elas um alto drinkability, inclusive pela sua graduação alcoólica que raramente ultrapassa os 4,5% ABV.

FRUIT BEER

Fruit Beer não é um estilo propriamente dito, mas uma categoria onde se encontram todas as cervejas que levam fruta em sua produção.

Muitas dessas cervejas nem mesmo são ácidas, mas é bem comum ver pessoas associando Fruit Beer às Sour Beer. Talvez isso aconteça pelo fato de muitas Lambic serem comercializadas como Fruit Beer, uma vez que existem vários rótulos que recebem adição de frutas como cereja, morango e framboesa, sendo que muitas dessas acabam apresentando um leve dulçor em seu sabor.

Algumas Fruit Beer nem mesmo são doces ou apresentam qualquer acidez, sendo extremamente secas, como é o caso da Banana Bread da cervejaria Wells.

Outras como as cervejas da linha Sour Me Not da brasileira Way Beer são bastante ácidas. Existem três rótulos dessa linha, cada um com adição de uma fruta diferente (acerola, morango e graviola). Sua acidez se deve principalmente pela adição de bactérias láticas na fermentação, porém, as próprias frutas contribuem para tal, apesar destas não conferirem nenhum dulçor às cervejas.

Sour Beer Sour me not

foto: Divulgação.

Contudo, existem Fruit Beers que têm sua acidez derivada apenas da presença de frutas ácidas, sem que haja nenhuma interferência de bactérias na fermentação, ou adição de algum outro ingrediente ácido. Esse é o caso da Julieta da cervejaria mineira Backer, que leva morangos em sua receita, conferindo à cerveja um equilíbrio entre o dulçor da fruta, o dulçor do malte e sua acidez.


Curiosidades

Harmonizando a Pascoa com cerveja

6 de abril de 2017
Harmonização de cervejas e chocolate na páscoa

Estamos aproximando da data mais aguardada pelos “chocólatras” e pelos apaixonados por um bom bacalhau. Uma época que muitos procuram por vinhos que harmonizem com os pratos típicos da data. Porém, com o maior acesso às cervejas especiais muitas pessoas estão descobrindo que as receitas tradicionais da Páscoa harmonizam bem com essa bebida. Então, porque não experimentar uma ou outra harmonização que possa nos surpreender e dar vida nova ao nosso paladar?

A harmonização de alimentos com cerveja é uma busca por um prazer sensorial onde diversas características marcantes de ambos são exaltadas e/ou reveladas. Como a cerveja é uma bebida que possui dezenas de diferentes estilos que, de forma geral, possuem mais compostos aromáticos que o vinho, as possibilidades de harmonização são bem maiores. Isso faz da cerveja uma outra boa opção para os que pretendem ousar na cozinha nessa páscoa.

SALADAS

Para saladas à base de folhas, com pouca quantidade de proteínas como carnes brancas, queijo branco e ricota, uma boa susgestão para essa harmonização é o estilo Weiss, que são as cervejas de trigo tradicionais do sul da Alemanha e com grande difusão no Brasil. São cervejas leves e refrescantes, com aroma frutado marcante e notas de cravo no paladar.

As Witbier também são recomendas por serem cervejas leves que levam condimentos como semente de coentro, pimenta da Jamaica e raspas de laranja em sua receita.

Se a salada for um pouco mais condimentada ou levar uma maior quantidade de proteínas, uma boa opção são as German Pilsen e Bohemian Pilsen, que são um pouco mais amargas que as anteriores.

Primeira pilsen do mundo. Pilsner Urquell

A cerveja Tcheca Pilsner Urquell é a primeira Pilsen do mundo.
foto: Divulgação.

BACALHAU

Como o bacalhau é um dos ingredientes mais apreciados nessa data, seja na bacalhoada, seja em pratos que tenham ele como base, existem algumas opções bem marcantes para harmonização.

Para a bacalhoada em si, são recomendados estilos como American Pale Ale, Witbier e Bohemian Pilsen.

Bolinhos de bacalhau vão bem com Bohemian Pilsen, German Dunkelweizen e Kölsch.

Cerveja Dunk Bier Stern Kölsch

A cerveja Stern, da cervejaria mineira Dunk Bier, é uma excelente representante do estilo Kölsch.
foto: Divulgação.

E para os que querem ousar e se surpreender, uma excelente opção de harmonização é uma salada de bacalhau com alguma cerveja do estilo Gose, que são cervejas levemente ácidas e salgadas. Fica simplesmente perfeito.

CHOCOLATES

Seria um pecado falar de harmonizações para a Páscoa e não falar de chocolate, que ainda é a estrela da festa, mesmo que existam outros doces muito consumidos nessa data.

Chocolate harmoniza bem com cervejas dos estilos Stout, Russian Imperial Stout e Porter. Esses 3 estilos possuem aromas de torrefação, café e chocolate. No paladar, eles são marcados por notas de café e toffee, além de chocolate nas cervejas Porter e Russian Imperial Stout.

Cerveja Vinil 78. Estilo Dry Stout. foto: Divulgação.

Cerveja Vinil 78. Estilo Dry Stout.
foto: Divulgação.

Se estivermos falando de ovos de pascoa recheados não muito doces, as cervejas do estilo Bock harmonizam muito bem. O chocolate irá revelar muito do dulçor do malte dessas cervejas, enquanto a potência do álcool ajuda a cortar o doce persistente do chocolate.

Para sobremesas à base de chocolate como tortas, bolos e cremes, uma harmonização ousada pode ser feita com cervejas do estilo Flanders Red Ale, que possuem notas balanceadas de frutas vermelhas, envelhecimento em madeira, ameixa, leve caramelo e aromas láticos devido à presença de lactobacilos em sua produção. Por ser uma cerveja ácida, essa sua característica irá contrastar de maneira perfeita com o doce do chocolate.

Cerveja Rodenbach Grand Cru.

Rodenbach Grand Cru.
foto: Johnnie Lustoza

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Curiosidades

“Mais Leve que o Ar”, o aventureiro Limonada prepara o lançamento épico de sua cerveja Lift Limone

31 de março de 2017
Cerveja Lift criada pelo Limonada

Depois de diversas andanças pelo Brasil e América do Sul, o aventureiro Flávio Cremonesi, mais conhecido como Limonada, está se dedicando a mais uma nova empreitada em sua vida: o lançamento de uma cerveja inspirada em suas aventuras. Limonada é personagem da série “Mais Leve que o Ar”, do canal Off, na qual ele explora diversos territórios a bordo de um balão com os parceiros Feodor Nenov e José Nelson Barretta.

Limonada é caipira de nascimento, caboclo de alma e caiçara na paixão, como ele mesmo costuma dizer. Sua vida profissional começou na maior floresta contínua do mundo, com quase 10 anos a bordo da Amazônia. Lá, foi atuante no manejo e certificação florestal FSC (Forest Stewardship Council). Além, aventurou-se em viagens intra-amazônicas de tirar o fôlego, como: 30 dias a bordo de um barco pelo rio Solimões; comunidades isoladas na floresta; subida numa torre na Amazônia, com 325 metros de altura num dos corações amazônicos, na Reserva do Uatumã, além dos inúmeros mergulhos nos rios amazônicos, entre outras histórias.

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Seu projeto mais recente é uma cerveja completamente inspirada na segunda temporada do programa “Mais Leve que o Ar”, que ainda não foi ao ar mas que teve como tema uma travessia que durou 60 dias pela América do Sul, de leste a oeste, sobrevoando de balão o Brasil, Argentina e Chile, passando pelos cânions nas serras gaúchas e catarinenses, a garganta do diabo, em Foz do Iguaçu (PR), o norte da Argentina no pantanal dos ‘hermanos’, a cordilheira dos Andes; o deserto do Atacama para finalmente chegar ao Pacífico, no litoral chileno.

Recentemente, Limonada se mudou para BH, onde está em contato com o meio cervejeiro da cidade. Sua decisão em se mudar para a capital mineira, depois de morar em outras 8 cidades brasileiras, se deve ao carinho que ele tem por esse estado, por sua cultura e povo acolhedor. Logo em seu primeiro dia na cidade, Limonada conheceu o Bar do Salomão, durante a transmissão de uma partida de futebol entre seu time de coração Palmeiras e o Galo, pelo Campeonato Brasileiro. A recepção foi das melhores, mesmo o Bar do Salomão sendo um reduto atleticano.

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A cerveja Lift Limone, teve seu nome influenciado pelo apelido Limonada e é do estilo Farmhouse Ale, com doses de limão capeta e siciliano, além de algumas especiarias. A receita da cerveja ainda está em fase experimental e, por ser de produção caseira, ainda não está sendo comercializada. Os mestres da cerveja Lift são: Guilherme Fonseca e Henrique Mafra. Contudo, os preparativos para lançá-la no mercado estão a todo vapor. O aventureiro já está procurando alguma cervejaria para produzir sua cerveja, ao mesmo tempo em que ele já está preparando uma grande surpresa para esse lançamento, que ainda não tem data definida, mas que promete fazer com que todos “tirem os pés do chão”.

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Lift são os ventos que batem na parede da montanha e levam tudo para cima! Limone, pela descendência italiana do ‘Limonada’. Aeronave preparada e autorizada para decolar! A razão de subida vai depender dos “passageiros” a bordo da cerveja Lift.

Confira abaixo nosso bate papo com o balonista, aventureiro e cervejeiro Limonada.

Price Beer – Em quanto tempo você completou a travessia entre o Atlântico e Pacífico? E o que você nos conta dessa experiência?

Limonada – A travessia entre os oceanos, no eixo leste/oeste (Brasil, Argentina e Chile) tiveram como pontos inicial e final, respectivamente, Torres (RS/BR) até Hornitos (Ch). Não foi uma viagem “comum”, pois, estávamos gravando para um programa de televisão e a escala temporal foi um pouco maior. Por volta de 60 dias a missão foi cumprida. No deserto do Atacama, no Chile, ficamos uns 20 dias, por ser um lugar incrível: o deserto em si, a cordilheira, vulcões, um céu incrivelmente lindo, tanto durante o dia e, em especial, a noite. Os parceiros da viagem foram Feodor Nenov e Nelson Bareta. A produtora foi a “Manjubinha Filmes”. E em abril entra na programação os episódios do “Mais Leve que o Ar” (temporada 2).

Além da viagem em si e toda a aventura a bordo; a grande essência foram as pessoas incríveis que conhecemos durante todos esses dias. Em Carlos Pellegrini, considerado o pantanal dos “hermanos” no interior da Argentina, fui convidado pra jogar bola com a molecada argentina. Foi sensacional a experiência, ainda mais pela rivalidade saudável que temos no futebol.

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Price Beer – Você pretende lançar a sua cerveja comercialmente? Quando?

Limonada – Sim. O próximo passo é encontrar uma cervejaria que esteja disposta a colocar no mercado a cerveja Lift. Ainda não abrimos nenhuma negociação com cervejarias, mas é o próximo passo. Ainda sou um novato em Belo Horizonte, estou conhecendo as pessoas.

Price Beer – Existe alguma outra cerveja que você gostaria de elaborar?

Limonada – Claro. A cerveja artesanal é fantástica. Tem histórias a bordo. Desejo criar uma cerveja com os nomes dos meus filhos: cerveja “João & Maria”. Boas ideias e histórias vibrantes são os primeiros passos pra se construir uma marca de sucesso.

Amo cerveja. Tenho uma conexão forte de uma vida toda. Voltando a falar da viagem entre os oceanos, num dos voos em Tafi del Valle (Argentina), há 2 mil metros de altitude, na cordilheira e pré deserto do Atacama, fizemos um voo incrível. Na volta para a pousada, tivemos que esperar 4 horas numa estrada de terra, pois estava acontecendo um rally com motos e carros. No mesmo momento encontrei uma casa bem pequena que vendia cervejas. Fiquei apreciando o rally com uma(s) cerveja(s). É a bebida da felicidade para comemorar grandes feitos e um grande processo de interação para conhecer novas pessoas com histórias incríveis!

Price Beer – Devido ao tempo que você morou na Amazônia, você pretende fazer alguma cerveja que leve algum ingrediente amazônico?

Limonada – Positivo. Inclusive, já está chegando uma carga da Amazônia que alguns amigos de lá me enviaram. O “jambu”, o “camu camu”, a “preciosa”, o “pau rosa”, a “andiroba”, a “copaíba” são alguns produtos que irei jogar na mão dos cervejeiros Guilherme Fonseca e Henrique Mafra (criadores da receita da cerveja Lift Limone), para colocarem as “alquimias” em prática.

Outro produto florestal que estou trazendo é a “cataia”, uma folha da Mata Atlântica. Em especial a Amazônia, é uma região de grande importância no Brasil e no mundo. Então, como os brasileiros pouco conhecem o real significado da Amazônia, a cerveja poderá ser uma forma de conectar os brasileiros com a maior floresta contínua do mundo. Inclusive, no passado escrevi um artigo para a revista “Arquitetura e Urbanismo” chamado “Será que o Brasil nunca viu a Amazônia?”, sobre o uso da madeira tropical com garantia de origem.

Price Beer – Certa vez você nos contou que pretende abrir um bar com um balcão aconchegante. Esse bar teria relação com cervejas artesanais ou algum outro tema específico?

Limonada – O balcão é um espaço favorável para que as pessoas se descubram. Lá é possível saber de onde as pessoas vieram, pra onde elas vão e o que fazem. A cerveja será o “carro chefe”, mas, como tudo na vida é um processo, ainda estou encontrando outras pessoas pra embarcarem nessa. Já tenho até o nome do bar “CCC” (cerveja, café e cachaça). São as 3 bebidas da felicidade!

Para quem ainda não é sócio do Price Beer, a Lift está oferecendo um mês de assinatura grátis. Basta baixar o app (download aqui), se cadastrar utilizando o código promocional LIFT e começar a usar.


Curiosidades

O milho não é o vilão da cerveja

6 de março de 2017
Cervejas feitas com milho

Muito tem sido falado sobre o uso de milho na produção de cerveja e esse é um assunto recorrente, que de tempos em tempos volta à tona nos grupos de discussão, na mídia e nas redes sociais. A verdade é que a propagação desse fato enquanto notícia serve como uma fonte viral para a atração de leitores. Além do mais, as polêmicas sobre esse assunto ajudam a propagar ainda mais a notícia de que cervejas que levam milho em sua receita são cervejas ruins, o que não é verdade.

Para completar, boa parte do que é divulgado em relação a esse assunto são notícias superficiais, sem aprofundamento na questão do uso do milho enquanto fonte de açúcar para geração de álcool e CO2 para a cerveja, bem como o uso de outros cereais não maltados como o arroz e a aveia, além de outras fontes de açúcar.

O QUE É O MALTE

O malte de cevada nada mais é que o grão desse cereal que teve o processo de germinação iniciado, o qual foi interrompido através de secagem artificial. Outros grãos também podem ser maltados, como o trigo e o centeio, porém, a maioria das cervejas usam o malte de cevada como base para sua produção.

Essa germinação é necessária para a formação de enzimas que irão converter o amido do grão em açucares durante a fabricação da cerveja. Esses açúcares serão utilizados como fonte de alimento das leveduras durante a fermentação, com isso eles serão convertidos em álcool e CO2.

E O QUE SÃO CEREAIS NÃO MALTADOS?

Os cereais não maltados, por sua vez, são aqueles cereais cujos grãos não passaram por esse processo de germinação e secagem.

Os cereais não maltados mais utilizados como fonte de açúcar na produção de cerveja são o milho e o arroz, já que esses são mais baratos e têm uma maior oferta no mercado. Mas outros cereais não maltados também podem ser utilizados para dar características específicas para a cerveja e entre eles estão a própria cevada e o trigo não maltados, a aveia, o sorgo e muitos outros.

O uso de cereais não maltados pelas grandes cervejarias visa a redução dos custos de produção. As cervejas produzidas em larga escala costumam ser mais leves do que boa parte das cervejas puro malte, o que favorece um maior consumo, proporcionando um maior lucro para essas cervejarias.

LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

A legislação brasileira permite que uma parte das fontes de açúcar para se produzir cerveja seja outra além do malte de cevada, desde que seja de origem vegetal, além de exigir que os rótulos informem o uso desses cereais.

Sendo assim, o milho, o arroz, o trigo, a aveia, frutas e até mesmo açúcar podem ser adicionados à receita de uma cerveja, o que é uma prática muito comum em países de grande tradição cervejeira como a Bélgica e a Inglaterra.

Com isso, não há nada de ilegal ou nenhuma propaganda enganosa entre as cervejas que levam cereais não maltados ou carboidratos em sua receita.

CERVEJAS PURO MALTE

Cerveja puro malte Pisner Ürquell

foto: Divulgação

As cervejas puro malte levam apenas cereais maltados como fonte de açúcar em sua fabricação, o que exclui qualquer porcentagem de outras fontes de açúcar como os cereais não maltados, frutas e açúcar.

Tais cervejas, em sua maioria, usam malte de cevada para sua fabricação, porém, em alguns estilos de cerveja são utilizados malte de trigo e de centeio.

É aqui que começa a confusão, pois muitas cervejas usam a expressão “Puro Malte” como sinônimo de qualidade, o que não necessariamente é verdade, já que a qualidade das cervejas é algo que depende muito mais do processo de produção do que de seus ingredientes.

Exemplos de cervejas Puro Malte muito elogiadas:

CERVEJAS DE QUALIDADE

Como falado anteriormente, o uso de outras fontes de açúcar em uma cerveja não a torna uma cerveja ruim. Muitas das consideradas as melhores cervejas do mundo usam uma ou outra fonte de açúcar que não são o malte.

Alguns exemplos são as cervejas da Cantillon, uma cervejaria tradicional de Bruxelas, que produz cervejas ácidas por serem fermentadas em tanques abertos e que têm a adição de frutas para amenizar essa acidez e conferir diversas outras características a elas. Nesse caso, são utilizados cerca de 250g de frutas para cada litro de cerveja produzida. O resultado final é simplesmente surpreendente, trazendo uma experiência única ao paladar de quem as bebe.

Outra que não escapa do uso de carboidratos é a Westvleteren 12, que ficou famosa aqui no Brasil por ter sido considerada a melhor cerveja do mundo. Essa famosa cerveja Trapista, que é tida como um verdadeiro tesouro nacional na Bélgica, leva açúcar em sua receita. Se fôssemos nos preocupar em consumir apenas cervejas Puro Malte, essa cerveja passaria batida e não experimentaríamos uma das mais cultuadas cervejas do mundo.

ESTILOS CLÁSSICOS QUE NÃO SÃO PURO MALTE

Muitos estilos que são bastante consumidos no Brasil utilizam cereais não maltados em sua receita, sendo que alguns desses estilos usam esses cereais como fonte de açúcar, enquanto outros os utilizam para equilibrar certas características como o aroma, sabor, espuma e corpo.

Um exemplo são as Witbier, estilo que muitas cervejarias costumam utilizar em sua receita aveia, cevada e trigo não maltados, além de especiarias, ervas e frutas como semente de coentro, pimenta da jamaica e raspas de laranja e limão.

Outro exemplo clássico são as Cream Ale, que levam cevada não maltada para estabilizar a espuma e milho como uma fonte de açúcar que não vai influenciar na densidade do corpo da cerveja, deixando ela leve.

OFF FLAVORS OU DEFEITOS

Muitos aromas e sabores indesejados podem ser gerados na cerveja (nas Puro Malte ou nas que tem adição de carboidratos e cereais não maltados), durante a sua produção ou mesmo durante o seu armazenamento e por serem indesejados, são chamados de Off Flavors.

Alguns Off Flavors comuns são: o Diacetíl, cujo aroma se assemelha a manteiga rançosa; o acetato de isoamila, que gera um aroma de banana na cerveja; Acetaldeído, que se assemelha a maçã verde e solvente; Butírico, que surge através de contaminações por bactérias e se assemelha a “vômito de criança”. Existes muitos outros Off Flavors, alguns mais sutis e outros ainda mais indesejáveis.

A temperatura de cozimento do malte, as condições de fermentação e o processo de maturação da cerveja, todos eles têm uma influência direta na geração de Off Flavors. A qualidade dos insumos também influencia nessa questão, como por exemplo maltes mofados ou velhos, lúpulos oxidados e a própria qualidade da água.

Portanto, a qualidade de cada cerveja depende muito mais da sua produção e dos cuidados com seus insumos do que do uso de cereais não maltado, os quais, como dito acima, podem contribuir para a produção de excelentes cervejas.

CONCLUSÃO

Antes de julgarmos a qualidade da cerveja pelos ingredientes de sua receita, precisamos entender o que cada um desses ingredientes representam para outras cervejas consideradas boas.

As cervejas dependem muito mais da qualidade da sua produção para serem boas do que da fonte de açúcar ser Puro Malte e esse é um mito que precisamos ficar atentos. Existem muitas cervejas que se dizem de qualidade por serem Puro Malte mas que são repletas de Off Flavors, seja por deficiência em sua produção ou pela péssima qualidade dos seus ingredientes, independente se são grãos maltados ou não.

Price Beer


Growler

O que é Growler?

17 de fevereiro de 2017
O que é growler

O nome growler virou febre entre os apreciadores de cervejas artesanais e o motivo é bem simples: é a melhor forma de levar chope fresco pra qualquer lugar, sem precisar de uma chopeira e barris de grande volume para isso.

Growler são recipientes com boa vedação, feitos de diversos materiais, como vidro, cerâmica, alumínio e até mesmo plástico. Eles se assemelham a garrafões, jarras, sifões e tem volumes variados, sendo mais comuns os de 1 e 2 litros.

Growlers da Stone Brewing.

Growlers.
fonte: Stone Brewing – Divulgação.

A vedação dos growlers permite que eles sejam transportados sem que o chope derrame, vaze ou perca o gás, evitando também a entrada de ar, que é o principal fator de oxidação do chope e uma potencial fonte de contaminação. Com isso, muitos growlers permitem que o chope seja mantido fresco por vários dias, desde que conservado em geladeira. O único problema é que quando o growler é aberto pela primeira vez depois de ser abastecido, é recomendado que todo o chope seja consumido naquele momento, já que a possibilidade dele perder o gás, oxidar ou contaminar é grande.

HISTÓRIA

Existem vários relatos da utilização de growlers nos Estados Unidos desde o século 19, porém, com a popularização das cervejas em garrafa, eles perderam espaço no país, reaparecendo com força total na década de 80.

Seu surgimento se deve ao fato de que não era fácil transportar cerveja para casa ou para qualquer outro lugar, já que eram raras as cervejas em garrafa, o que fazia com que os apreciadores tivessem que beber nos bares ou cervejarias. A maioria dos growlers se pareciam muito mais com baldes de metal do que com os modelos que conhecemos hoje, mas mesmo esses foram tomando formatos mais estilizados e práticos, com melhor vedação, garantido um tempo maior de conservação.

Um dos primeiros growlers.

Um dos primeiros formatos de growler.
fonte: Internet.

Com a revolução das cervejas artesanais americanas, nas décadas de 70 e 80 e o surgimento de vários brewpubs em diversas cidades dos Estados Unidos, os consumidores começaram a sentir a necessidade de levar as cervejas para casa, uma vez que muitas delas eram fabricadas para serem servidas apenas na pressão, sem versões engarrafadas.

Não demorou muito para que as cervejarias artesanais e brewpubs investissem em seus próprios growlers, de diversos formatos e volumes variados, reforçando sua marca e garantindo chope fresco nas casas dos consumidores, sem que eles precisassem utilizar chopeiras ou comprar grandes volumes de chope em barris de metal.

Evolução do growler

Evolução no formato do Growler.
fonte: Internet.

Há quem diga que a palavra growler faz referência ao rosnado de um cachorro ou lobo, uma vez que a palavra growl significa rosnar, em inglês. Isso se deve ao barulho que o gás carbônico do chope faz dentro do recipiente quando o líquido é agitado.

NO BRASIL

A febre dos growlers se alastrou entre os consumidores de cervejas artesanais do Brasil nos últimos anos, o que favoreceu a abertura de inúmeras growler station, que são estabelecimentos especializados em venda de chope com preços especiais para quem for encher growler.

Várias cervejarias passaram a abrir suas portas para os que querem levar chope pra casa e muitas delas investiram na aquisição de growlers personalizados ou mesmo em growler station exclusivas.

GROWLERS DESCARTÁVEIS

Muitas pessoas ainda não haviam aderido à essa modalidade de consumo de cervejas artesanais pelo fato de nem sempre estarem munidos de seus growlers em situações onde é possível enchê-los. E como normalmente esse é um vasilhame caro, comprar um novo toda vez que for levar chope pra casa não é uma boa opção.

Pensando nisso, muitas growler station investiram em growlers descartáveis, feitos normalmente de PET e com tempo de conservação bem próximo dos growlers convencionais. É uma ótima solução para quem pretende levar chope para casa ou para qualquer outro lugar mas não possui um growler no momento. Isso porque o preço é bem pequeno, normalmente girando em torno de R$3,00.

CROWLER

Assim como os growlers descartáveis, o crowler também é uma ótima opção para transportar chope em pequenas quantidades, já que eles são feitos de alumínio e são descartáveis, o que faz com que seu custo seja bem pequeno como os growlers feitos de PET.

Por serem feitos de alumínio, o recipiente está completamente vedado contra a luz, o que ajuda a conservar ainda mais o chope, mantendo sua qualidade e frescor por mais tempo. Sua vedação também é excelente contra vazamentos ou entrada de ar, o que também é muito bom para a conservação do chope, lembrando que é necessário que ele seja conservado em geladeira.

Uma crowler station.

Uma crowler station.
fonte: Oskar Blues Brewery – Divulgação.

CUIDADOS COM O SEU GROWLER

  • Limpeza

A sanitização do growler é o fator mais importante para a conservação do chope, para que seja evitada a proliferação de bactérias e a contaminação da bebida.

Lave bem o seu Growler antes de enche-lo e depois do consumo do chope. Para isso, use água quente e algumas gotas de detergente. Chacoalhe bem o growler e não se esqueça de lavar o bico e a tampa também com detergente. Enxágue todo o detergente até que não sobre nada, pois o mínimo que sobrar é o suficiente para acabar com a espuma do seu chope e alterar o sabor e aroma do mesmo.

Para uma limpeza mais profunda, é recomendado o uso de uma escova de garrafas ou de mamadeira, a qual deve estar muito limpa, de preferência esterilizada com água quente.

Nunca guarde seu growler com resíduo de chope ou umidade e ao lavá-lo, deixe que ele seque naturalmente, de cabeça para baixo para que não caia qualquer tipo de sujeira dentro dele.

Não é recomendado o uso de álcool para sua limpeza.

  • Impacto

Evite os impactos no seu growler, principalmente se ele for de porcelana, já que isso pode causar microfissuras que, com o tempo e com a pressão do CO2 do chope, podem fazê-lo quebrar, estourar ou sofrer sérios danos.

  • Não reutilize os growlers descartáveis

PET e alumínio são materiais que se degradam mais facilmente do que vidro e porcelana quando são lavados ou expostos a produtos de limpeza. Isso acaba deixando resíduos tóxicos no processo, portanto, não é recomendado que os crowlers e growlers descartáveis sejam reutilizados. Além do mais, é preciso que eles sejam descartados de forma correta e destinados à reciclagem.

ONDE ENCONTRAR

Confira essas dicas do Price Beer para encher seu growler ou mesmo adquirir seu vasilhame junto aos nossos parceiros e ainda ganhe descontos ao utilizar o nosso aplicativo.

Tipos de growler

fonte: Go Growler – Divulgação.

  • BH
    • Mamãe Bebidas
      • Endereço: Avenida do Contorno, 1955 – Floresta – Belo Horizonte – Minas Gerais.
      • Telefone: (31) 32139494.
    • Craft Station
      • Endereço: Rua Sergipe, 1233 – Savassi – Belo Horizonte – Minas Gerais.
      • Telefone: (31) 35663608.
    • Confraria do Malte
      • Endereço: Rua Gonçalves Dias, 1754 – Lourdes – Belo Horizonte – Minas Gerais.
      • Telefone: (31) 32455077.
    • Go Growler
      • Endereço: Rua José Rodrigues Pereira, 882 – Buritis – Belo Horizonte – Minas Gerais.
      • Telefone: (31) 33783124.
    • Beerstock
      • Endereço: Av. Aggeo Pio Sobrinho, 20 – Buritis – Belo Horizonte – Minas Gerais.
      • Telefone: (31) 25853994.

 

  • NOVA LIMA
    • Koala San Brew
      • Endereço: R. Niágara, 339 – Jardim Canadá – Nova Lima – Minas Gerais.
      • Telefone: (31) 35415274

 

Se você ainda não é um assinante Price Beer, não perca tempo. Baixe logo o aplicativo (link aqui) comece a ter descontos exclusivos em diversos estabelecimentos e lojas online.


Growler

5 lugares para encher o Growler em BH

8 de agosto de 2016
*Imagem de reprodução

Saiba como ter em chope fresco em casa. Por ser uma opção mais barata, a troca pode significar uma redução no custo da bebida

O hábito de degustar cerveja artesanal em garrafa, tem dado espaço para um novo formato de consumo da bebida, o Growler – um recipiente de cerâmica ou vidro com capacidade de 1l a 5l, parecido com uma jarra ou cifão, feito para armazenar chope em menores quantidades e de forma mais alcansável que um barril.

Aderir ao Growler traz benefícios, como ter acesso à cerveja artesanal fresca, menor custo para aquisição e ainda, compartilhar com mais facilidade com os amigos. O modelo de consumo existe no mundo inteiro e chegou ao Brasil, há algum tempo, mas ganhou força no último ano, com o crescimento do mercado cervejeiro.

Vale ressaltar que o recipiente conserva a bebida por até cinco dias na geladeira. Após a abertura da garrafa, o chope deve ser consumido em até 48h.

Confira cinco lugares para você encher seu Growler em Belo Horizonte:

Protótipo bar

Aberto há pouco tempo, o  bar está numa região boêmia da cidade, o Santa Teresa, um bairro tradicional da capital. É conhecido pela variedade de cervejas artesanais e pelo preço justo. Vale a pena conferir. O aplicativo Price Beer Club dá 15% de desconto para quem for encher o Growler no local.
Endereço:Rua Professor Galba Veloso, 206 – Santa Teresa, Belo Horizonte – MG, 31015-080
Horário de funcionamento:segunda à sábado de 14 às 00h, domingo de 14 às 21h

Wäls Growler Station

A cervejaria mineira Wäls possui um espaço dentro da rede de supermercados Verdemar, para atender à demanda por cerveja fresca. No local estãodisponíveis 10 rótulos diferentes da marca e também possui um beer sommelier para ajudar os clientes na escolha da bebida.
Endereço:   Av. Nossa Senhora do Carmo, 1.900 – Sion
Horário de funcionamento: segunda à sexta, das 10 às 21h, sábados, domingos e feriados, das 9 às 20h.

Empório Independente

Com mais de 10 torneiras de chopes, o lugar fornece boas opções aos consumidores. Localizado no coração da Capital, o empório é conhecido pela combinação das melhores cerveja com uma ótima comida. O aplicativoPrice Beer Club também oferece desconto de 20% para encher o Growler no estabelecimento.
Endereço:R. Bernardo Guimarães, 2612 – Lourdes, Belo Horizonte – MG
Horário de funcionamento: seg à terça de 11 às 15h, quarta à sexta : 11 às 21h e sábado de 18 às 00h

Tasting Room Wäls x OLEC

Um local agradável e aconchegante, na Região Centro -Sul da capital mineira, com apenas 20 lugares, o lugar concentra opções de espeto e cerveja artesanal. Toda primeira terça-feira do mês tem Wäls x OLEC no tasting room, vale a pena conferir e levar o Growler. Em qualquer dia da semana, os usuários do aplicativo Price Beer Club, ganham um chope de Bohemian Pilsn,  ao encher oGrowler de 2l,.
Endereço: Rua Lavras, 380, São Pedro
, Belo Horizonte
Horário de funcionamento:quinta à sabado 16 às 23h e sábado de 16h às 13h

Mamãe Bebidas

Há 12 anos, no mercado da capital mineira, a loja é uma das referências para os cervejeiros, com tantas opções.  Para encher o Growler no local, certifique-se que o recipiente esteja limpo, porque o estabelecimento não fornece este serviço.
Endereço:Avenida do Contorno, 1955 – Floresta, Belo Horizonte – MG.
Horário de funcionamento: segunda à sábado de 8 às 22h e domingo de 8 às 20h.


Cerveja

4 cervejas para você brindar com o seu amigo qualquer fase da vida

21 de julho de 2016
Different beers shot

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Uma relação é feita com duas pessoas, ao menos e fica melhor quando inserimos uma breja como elemento

É sabido que amigo de verdade é aquele que te acompanha na hora de fazer maldades, mas também te carrega, literalmente, quando você perde a mão na bebida e enfia o pé na jaca, ou mesmo coloca à disposição aquele ombro aconchegante quando bate a tristeza.

Separamos cinco rótulos de diferentes estilos para serem degustados em situações corriqueiras dentro da amizade. Confira!

Aquela sexta-feira que você o seu amigo saem para fazer farra, pede uma cerveja marcante e ao mesmo tempo leve. Uma boa pedida é a Jambreiro Bâdil , uma American Brown Ale com aromas herbais e florais. E tem apenas 4,5% de ABV, quer dizer dá para beber bastante durante toda a noite e ficar bem alegre.

Para rebater a ressaca no dia seguinte ou mesmo lamentar os problemas cotidianos, a companhia ideal – além do amigo, claro, –  é a Invicta 1000 IBU. Trata-se de uma Imperial India Pale Ale, bem amarga, com 8% de ABV, não é necessário beber muito para voltar a ter aquele euforia proporcionada pelo álcool.

Amigo que é amigo, não precisa ter justificativa para beber, apenas vontade de jogar conversa fora. Aquela cerveja no meio da semana sempre tem seu lugar. Para fugir da rotina e ainda acordar bem para ir ao trabalho no dia seguinte, a melhor escolha é a Capitu Amber, porque tem ótimo drinkabillity, corpo leve  e 6,5% de ABV. Não serão necessárias muitas garrafas para deixar de lado os problemas do cotidiano.

Para rebater as tristezas dessa vida, nada melhor que uma Dum Petroleum, uma Imperial Stout. Com notas aromáticas bem marcantes de café e chocolate meio amargo, vindo dos maltes tostados e adição de cacau belga.  O rótulo possui 12% de ABV e adição de cacau e aveia. O amargor da cerveja harmoniza muito bem com uma sobremesa, principalmente, se estiver acompanhada com sorvete de baunilha. Combinação ideal para curar qualquer fossa.


Cerveja, Curiosidades

A origem do St Patrick’s Day

11 de março de 2016
Como a cerveja artesanal foi inserida nas comemorações de São Patrício

A festa do padroeiro da Irlanda, já faz parte do calendário de diversos países, inclusive do Brasil

Nascido na Grã- Bretanha, St Patrick’s também conhecido como São Patrício, era filho de família rica, influente e diácono cristão. Aos foi 16 anos, ele foi sequestrado por piratas irlandeses e forçado a trabalhar como pastor, durante seis anos,  em County Mayo, na Irlanda.

São Patrício conseguiu articular sua fuga e retornar à Grã-Bretanha. Ele regressou com o sonho de aprender o cristianismo e difundir a religião na Irlanda. Após estudar durante 15 anos, ele se tornou sacerdote e adotou o nome Patrick Em meados de 432 dC, ele voltou à Irlanda e iniciou o processo de conversão da população, que até então era politeísta.  Neste período, surgiu o trevo que começou a ser usado para explicar a Santíssima Trindade (o Pai, o Filho e o Espirito Santo).

Depois de passar 30 anos doutrinando, Patrício faleceu no dia  17 de março de 461 d.C.  Após o acontecimento, os irlandeses decidiram realizar confraternizações no dia de sua morte para homenagear o sacerdote.  No ínicio, a celebração começou tímida, era somente um banquete. Apenas, em 1996, a data tornou-se feriado na Irlanda.

Atualmente, a festa é realizada em diversos países com a língua inglesa e também na América Latina, como Argentina e Brasil. Para celebrar, os adeptos usam roupas verdes e o trevo como amuleto da sorte. Durante o dia, os irlandeses costumam fantasiar-se para participar de desfiles, fogos, acrobacias e shows. A noite a festa continua nos pubs com programação especial, inclusive com desconto nas bebidas.

CHOPE VERDE

A cerveja faz parte da comemorção, sem dúvida. O chope verde foi criado exclusivamente para o St Patrick’s Day. É adicionada uma dose de menta à bebida para obter a coloração. Durante a festa, o consumo mundial da Guinness, quase triplica de 5,5 para 13 milhões de litros. Uma média 150 litros por segundo.

Além da tradicional cerveja irlandesa, a comemoração conta com aBeamish, Irish Stout, Greene King e Wexford- Murphy’s  Red Ale, Harp, Smithwick, entre outras.

Também fazem parte da festa outras bebidas, como o whiskey irlandês.

 


Cerveja

Copos de Cerveja

9 de março de 2016
Different beers shot
A maioria dos apaixonados por cerveja costuma transferir sua paixão para quase tudo que está relacionado à nobre bebida. Latas, garrafas, rótulos, camisetas, bonés, porta-copos, tampinhas, tudo serve muito bem a um bom colecionismo cervejeiro.
Não é diferente quando o assunto é a ferramenta principal que temos para degustar o precioso líquido: o copo de cerveja. Fabricados em todos os desenhos e capacidades, os copos de cerveja acabam se tornando objetos de desejo de muitos apreciadores que, não raro, enchem sua casa de tulipas, pints e canecas de todos os modelos. Aí haja armário para guardar tantos copos.
Eu sou um desses aficionados. Tenho muito menos copos do que gostaria, como sempre acontece com todo colecionador inveterado, mas tive que lançar mão de um armário exclusivo para eles e até mesmo de uma cristaleira, onde coloco os copos mais legais e os que uso com mais frequência. Com isto tenho sempre à mão essas estimadas peças de vidro que acondicionam minha bebida preferida.
Mas quem ainda não foi acometido pelo vício do colecionismo de copos de cerveja pode estar se perguntando, mas por que eles são assim tão fundamentais para quem gosta de cerveja? A resposta é simples: o copo de cerveja ajuda a evidenciar e potencializar os atributos da cerveja que você está degustando. Ele influencia na formação e retenção da espuma, na retenção do gás carbônico, na apreciação visual da cerveja, na volatilização dos aromas e no conforto em se beber. O copo mais apropriado para determinada cerveja é aquele que permite que todos seus maravilhosos atributos venham à tona e sejam percebidos em sua plenitude pelo degustador.
Para isto, vários desenhos de copos procuram potencializar estes atributos desejados ou minimizar os indesejados em uma determinada cerveja. Curvaturas, tamanho da boca, espessura do vidro, presença de haste ou pé, tudo é pensado para intensificar esta ou aquela característica fundamental da cerveja que está sendo bebida.
Mas quais são essas características fundamentais que um bom copo de cerveja deve ter? Antes de tudo, ele deve ser transparente, e preferencialmente de vidro ou cristal, o que permite a apreciação visual da cerveja sem interferências. Além disso, o vidro e o cristal são materiais inertes, que não vão interferir no aroma e sabor da cerveja, diferentemente de materiais como o plástico, acrílico, estanho, alumínio ou madeira. Copo limpo, transparente, sem cheiro e sem resíduos é fundamental para não prejudicar a degustação da cerveja.
Além da não interferência na aparência, aromas e sabores da cerveja, é desejável que o copo de cerveja potencialize esses atributos originais na cerveja que está sendo bebida. Uma cerveja muito aromática, como a tripel, por exemplo, é mais bem degustada em um copo de boca larga, onde os aromas possam se desprender da cerveja com maior facilidade e serem mais bem percebidos pelo degustador. Da mesma forma, em um estilo como a pilsen, onde a carbonatação tem papel importante no perfil sensorial da cerveja, é desejável que o copo promova uma maior retenção da espuma, o que ajuda a reter também o gás carbônico.
Ou seja, nada é por acaso quando o assunto é o copo adequado para cada estilo de cerveja. É por isso que existem tantos modelos diferentes. Aqui vamos falar um pouco mais sobre os modelos mais comuns e porque eles são os mais adequados para cada estilo de cerveja.
1 – Pilsener
Como o próprio nome indica, é o copo apropriado para as pilsens. De capacidade não muito grande (em média 200 a 300ml), é uma taça alta e estreita, o que faz com que a carbonatação da cerveja seja retida e o colarinho persista por mais tempo. O volume pequeno e a haste (pé) evitam que a cerveja esquente rapidamente.
2 – TulipaEsta taça é o que eu considero o mais próximo do que poderíamos chamar de copo coringa. Próprio para as cervejas da escola belga, acomoda bem uma grande variedade de estilos de cerveja, pelo fato do seu corpo arredondado e sua boca que se converge (fecha) e depois diverge (abre) ajudar na formação de colarinhos densos e na volatilização dos aromas da cerveja. É ainda um copo confortável à boca e que facilita o giro do líquido para uma melhor análise dos aromas.
3 – Conhaque ou SnifterA taça de conhaque não é icônica apenas para se degustar o destilado de uva francês. É igualmente emblemático degustar uma bela russian imperial stout ou uma rica barley wine neste copo de desenho tão peculiar. Cervejas alcoólicas e de grande complexidade (se passaram por madeira melhor ainda!) se favorecem da concentração de aromas que este copo promove.
4 – Cálice ou GobletLevante a mão quem nunca se sentiu um pouco mais santo ou nobre ao degustar uma bela dubbel ou tripel trapista em um cálice desses, tal qual um monge ou um rei medieval… grande e de boca larga, esse tipo de cálice, que mais lembra o Santo Graal, é prefeito para acomodar as aromáticas e espumantes cervejas de abadia belgas.
5 – PintO copo símbolo da escola inglesa nasceu da praticidade: praticamente reto, alto e de boca larga, é o copo perfeito para os pubs, que pode ser empilhado, facilmente lavado e é bastante resistente. O nome vem da medida de volume, que vale 568ml no Reino Unido e 473ml nos Estados Unidos. Beba de bitters, pale ales e mild ales à porters e stouts neles.
6 – Caldereta ou ShakerFalando em praticidade, este é o principal atributo da caldereta. Este copo sem curvaturas pode vir de vários tamanhos, e geralmente é utilizado para praticamente qualquer estilo de cerveja. Não é um copo que favorece muito os aromas e sabores da cerveja, mas tem seus fãs.
7 – WeizenEste é um belo exemplo de copo desenhado especialmente para um estilo de cerveja específico, as cervejas de trigo, principalmente as weissbiers alemãs. O copo, geralmente de meio litro, comporta todo o conteúdo da garrafa, para que o fermento que fica no fundo dela seja incorporado ao conteúdo do copo, naquele ritual que todo mundo já conhece. Inicialmente estreito para reter a alta quantidade de gás carbônico, ele se abre no topo para acomodar a espuma abundante e ajudar a volatilizar os aromas típicos de banana e cravo, entre outros.
8 – FluteA taça de champanhe é outro exemplo de copo de vinho que se adaptou perfeitamente à degustação de certos estilos de cerveja, em especial as fruit beers, lambics de fruta e a própria bière de champagne.
9 – Caneca ou Mass, Mug ou SteinOutro copo onde as palavras de ordem são resistência, capacidade de grandes volumes e total ausência de frescura. A caneca tem a enorme vantagem de vir com alça, o que ajuda muito, principalmente quando se está bebendo em pé, no pub ou nas oktoberfests da vida. Da dimpled mug clássica dos pubs britânicos ao querido mass de um litro alemão, passando por aquela caneca de cerâmica do 1º Churrascão dos Ferroviários de 1971 do seu pai, as canecas são sempre um ótimo copo para se carregar por aí.
Na próxima coluna vamos falar mais sobre copos que foram criados especialmente para o consumo de cerveja, curiosidades e cuidados que você deve ter para utilizar melhor os seus copos. Até lá e um brinde!

Texto por Rodrigo Lemos publicado no Bom de Copo