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Curiosidades

Harmonizando a Pascoa com cerveja

6 de abril de 2017
Harmonização de cervejas e chocolate na páscoa

Estamos aproximando da data mais aguardada pelos “chocólatras” e pelos apaixonados por um bom bacalhau. Uma época que muitos procuram por vinhos que harmonizem com os pratos típicos da data. Porém, com o maior acesso às cervejas especiais muitas pessoas estão descobrindo que as receitas tradicionais da Páscoa harmonizam bem com essa bebida. Então, porque não experimentar uma ou outra harmonização que possa nos surpreender e dar vida nova ao nosso paladar?

A harmonização de alimentos com cerveja é uma busca por um prazer sensorial onde diversas características marcantes de ambos são exaltadas e/ou reveladas. Como a cerveja é uma bebida que possui dezenas de diferentes estilos que, de forma geral, possuem mais compostos aromáticos que o vinho, as possibilidades de harmonização são bem maiores. Isso faz da cerveja uma outra boa opção para os que pretendem ousar na cozinha nessa páscoa.

SALADAS

Para saladas à base de folhas, com pouca quantidade de proteínas como carnes brancas, queijo branco e ricota, uma boa susgestão para essa harmonização é o estilo Weiss, que são as cervejas de trigo tradicionais do sul da Alemanha e com grande difusão no Brasil. São cervejas leves e refrescantes, com aroma frutado marcante e notas de cravo no paladar.

As Witbier também são recomendas por serem cervejas leves que levam condimentos como semente de coentro, pimenta da Jamaica e raspas de laranja em sua receita.

Se a salada for um pouco mais condimentada ou levar uma maior quantidade de proteínas, uma boa opção são as German Pilsen e Bohemian Pilsen, que são um pouco mais amargas que as anteriores.

Primeira pilsen do mundo. Pilsner Urquell

A cerveja Tcheca Pilsner Urquell é a primeira Pilsen do mundo.
foto: Divulgação.

BACALHAU

Como o bacalhau é um dos ingredientes mais apreciados nessa data, seja na bacalhoada, seja em pratos que tenham ele como base, existem algumas opções bem marcantes para harmonização.

Para a bacalhoada em si, são recomendados estilos como American Pale Ale, Witbier e Bohemian Pilsen.

Bolinhos de bacalhau vão bem com Bohemian Pilsen, German Dunkelweizen e Kölsch.

Cerveja Dunk Bier Stern Kölsch

A cerveja Stern, da cervejaria mineira Dunk Bier, é uma excelente representante do estilo Kölsch.
foto: Divulgação.

E para os que querem ousar e se surpreender, uma excelente opção de harmonização é uma salada de bacalhau com alguma cerveja do estilo Gose, que são cervejas levemente ácidas e salgadas. Fica simplesmente perfeito.

CHOCOLATES

Seria um pecado falar de harmonizações para a Páscoa e não falar de chocolate, que ainda é a estrela da festa, mesmo que existam outros doces muito consumidos nessa data.

Chocolate harmoniza bem com cervejas dos estilos Stout, Russian Imperial Stout e Porter. Esses 3 estilos possuem aromas de torrefação, café e chocolate. No paladar, eles são marcados por notas de café e toffee, além de chocolate nas cervejas Porter e Russian Imperial Stout.

Cerveja Vinil 78. Estilo Dry Stout. foto: Divulgação.

Cerveja Vinil 78. Estilo Dry Stout.
foto: Divulgação.

Se estivermos falando de ovos de pascoa recheados não muito doces, as cervejas do estilo Bock harmonizam muito bem. O chocolate irá revelar muito do dulçor do malte dessas cervejas, enquanto a potência do álcool ajuda a cortar o doce persistente do chocolate.

Para sobremesas à base de chocolate como tortas, bolos e cremes, uma harmonização ousada pode ser feita com cervejas do estilo Flanders Red Ale, que possuem notas balanceadas de frutas vermelhas, envelhecimento em madeira, ameixa, leve caramelo e aromas láticos devido à presença de lactobacilos em sua produção. Por ser uma cerveja ácida, essa sua característica irá contrastar de maneira perfeita com o doce do chocolate.

Cerveja Rodenbach Grand Cru.

Rodenbach Grand Cru.
foto: Johnnie Lustoza

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Cerveja, Curiosidades

Como a Guinness influenciou a 2ª Guerra Mundial

2 de março de 2016
Entre uma batalha e outra, os combatentes ingleses bebiam a cerveja

A cervejaria irlandesa foi envolvida e salvou o país de um dos maiores conflitos do mundo 

Nascida em 1759, em Dublin na Irlanda, a cerveja surgiu após  Arthur Guinness, o fundador da marca, alugar uma fábrica no centro da cidade. Porém, pouca gente sabe como a cerveja salvou o país durante a  Segunda Guerra Mundial. Na época, a marca tinha 152 anos de existência e a bebida já era apreciada por grande parte da Europa.

Durante o conflito, a Irlanda decidiu permanecer neutra e não entrar na briga que atormentava o resto do mundo e acontecia praticamente no quintal do país.  Todas as atenções estavam voltadas para disputa entre Aliados (França, Grã- Bretanha, China, Estados Unidos e União Soviética) e Potências do Eixo ( Alemanha, Japão e Itália). Contudo, entre 1940 e 1941, a Inglaterra não ficou contente com a falta de posicionamento do país da Europa Continental. Apesar de não enviar os soldados para o embate, a Irlanda mandava a amada cerveja para as tropas.

Claro, que o buraco era mais embaixo, a Inglaterra tinha o objetivo de forçar o posicionamento para ter acesso aos portos irlandeses, para conseguir essa façanha, o primeiro ministro do Reino Unido, Winston Churchill cortou o envio de suprimentos ao país. Foram reduzidas para zero, mais de seis milhões de toneladas de ração para animais, 100 mil toneladas de fertilizantes e até a gasolina. Enquanto, a população estava com fome, a economia continuava em recessão e a Alemanha atacava.

A única coisa que a Irlanda tinha estocado no meio deste cenário caótico era a emblemática Guinness. Para combater à crise da falta de energia e alimentos, o governo restringiu o uso de malte de cevada e proibiu a exportação de cerveja. O trigo era utilizado para a produção de pães para os pobres.

Ao cortar a bebida, o pequeno país europeu interferiu diretamente na guerra, porque a cerveja era responsável por sanar a sede e elevar a autoestima dos combatentes ingleses.  Logo, os soldados começaram a reclamar a falta da Guinness, especificamente e a confusão começou.  Para conter a crise, os governos britânicos e irlandês fizeram um acordo às presas, onde a Grã- Bretanha forneceria trigo em troca de Guinness.

Com esse truque na manga, a Irlanda conseguiu retomar a importação de carvão, após alegar insuficiência de energia para produção da cerveja e assim, a dinâmica de negociação se repetiu.  E com o barril de cerveja na cartola, a Irlanda manteve-se neutra até o final da Segunda Guerra Mundial, conseguiu alimentar a sua população e continuou a produção da nossa queridinha, Guinness.

Sobre a Guinness

A cervejaria surgiu em 1759, quando Arthur Guinness alugou um galpão no centro de Dublin, na Irlanda, no começo a marca produzia cerveja nos estilos Ale e Porter, com o tempo parou de produzir a Ale. Atualmente, a cerveja é produzida em 60 países e comercializada em 120 nacionalidades. É uma das bebidas mais consumidas do mundo, está presente em 170 mil pubs, cerca de 10 milhões de pints são consumidos diariamente.

A cervejaria é considerada a sexta maior do mundo e  também  detentora das marcas  Harp, Kilkenny, Red Strio, Kaliber  e participante das fusões com cervejarias locais ao redor do mundo.

Referência: A História Bizarra da Segunda Guerra Mundial, Otávio Cohen, 2015.